Assunto da semana: As doces aberrações do Grande Circo Ryan Murphy


As perspectivas de AHS: Freak Show para o Emmy pós-premiações técnicas

Michele K. Short/FX/Divulgação/09.10.2014

Com a quase totalidade das premiações de mid-season dos sindicatos técnicos já com as listas de vencedores tabuladas até o fechamento deste texto, é possível arriscar uma manada de indicações para American Horror Story: Freak Show (FX, 3ª, 22h30, 18 anos), a começar de seu elenco numeroso (Jessica Lange como atriz principal e Sarah Paulson, Angela Bassett, Michael Chiklis e Evan Peters como coadjuvantes, a princípio). Noves fora as áreas de produção, direção e roteiro, encabeçadas em parte pelo gênio careca de Ryan Murphy.

Frank Ockenfels/FX/Divulgação/20.09.2014

Falei em atrizes coadjuvantes, mas cometi uma tremenda besteira no primeiro parágrafo ao não citar a competência de Kathy Bates, como a Mulher Barbada da maquiagem protética do grande circo de horrores que esta instalação de AHS proporciona em termos de excelência artística, forma, conteúdo e qualidade. Em domingo de Oscar, seria uma irresponsabilidade minha escamotear uma oscarizada (Louca Obsessão, 1991) em meio ao mar de qualidades que a trama épica e intrigante de Freak Show, empresta. Prestigiável.

FX/Reprodução

Apesar de ter perdido o Cinema Audio Society Award de seu segmento para Sherlock: His Last Vow (resíduo do 66º Primetime Emmy), a mixagem de som de AHS: Freak Show em nada deixa a desejar. Nem pela microfonia proposital no canto segundo de Elsa Mars (quarto personagem de Lange na franquia de minisséries, iniciada em 2011) para Life on Mars? de David Bowie. Soou como música aos ouvidos mais podres, contaminados por Luans Santana, Valescas Popozudas, Jonas Brothers e outros estercos genéricos de qualidade questionável.

Michele K. Short/FX/Divulgação/09.10.2014

Para uma potencial leva de 19 a 20 indicações ao 67º Primetime Emmy, deve-se considerar na embalagem de Freak Show a boa direção de arte e reconstituição de época proporcionada pelo desenhista de produção Mark Wothington para o episódio Massacres and Matinees, primeiro da leva que tomei como base para este texto. Em Edward Mordrake – Part 2, a maquiagem protética e a direção de arte também são coisas a se considerar. Sem aludir ao sensacionalismo assistencialista, Murphy acerta em mais esse ponto. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (22/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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