Assunto da semana: O cavalo e a estrela em que Perry cavalgou no Grande Jogo


As voltas que Katy Perry deu no intervalo do Super Bowl 49

Christian Petersen/Getty Images/01.02.2015

É difícil fazer uma crítica de show de intervalo do Super Bowl dada à sua intensa repercussão midiática, principalmente do que essa ou aquela cantora vestiu, do que esse ou aquele cantor aprontou, etc. Desde a introdução de atos musicais na edição de 1993 com Michael Jackson (1958-2009), nunca se pensou em dar tratamento analítico ao concerto que foi dado como o que foi feito no último domingo (1º) pela californiana Katheryn Elizabeth Hudson, 30, melhor conhecida como Katy Perry. Nunca mesmo, na face da Terra.

Christopher Polk/Getty Images/AFP/01.02.2015

Ante 118,5 milhões de telespectadores americanos, Perry apresentou na introdução de Roar, montada num cavalo cenográfico, o que viria a ser a mais emblemática troca de elementos cênicos e de vestuário para uma única artista solo seja de que gênero for. Como parte do pacote da transmissão da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks, decisória pelo Troféu Vince Lombardi (cujo resultado não nos interessa), mostrado na TV paga brasileira apenas pela ESPN, o show de Katy passou longe de qualquer revisão musical.

Kevin Mazur/WireImage/01.02.2015

Com o time de direção e produção mantido em relação a 2014 (Hamish Hamilton e Ricky Kirshner tinham dirigido o intervalo anterior, de Bruno Mars), o show de intervalo do Super Bowl 49 foi atrativo nos aspectos visuais, característicos também do cabelo e da roupa mutantes de Perry (que precisou adotar esse sobrenome artístico emprestado da mãe, em 2003, para não ter problemas com a aclamada atriz de filmes Kate Hudson). Foi perfeito, sem deixar escapar nenhum problema grave com a NFL, como Madonna criou em 2012.

Andy Lyons/Getty Images/01.02.2015

Nos 12 minutos mais preciosos da indústria musical (excetuando-se o festão do Grammy), a colaboração de Lenny Kravitz para I Kissed A Girl (escrita por Perry e Dr. Luke em 2008) soou como se Kravitz a tivesse composto. Na parte que coube à rapper Missy Elliott, apenas música velha dos anos 2000: Get Ur Freak On, Work It e Lose Control (apenas a última não cantada conjuntamente por Perry). Da praia de Teenage Dream e California Gurls à apoteose de Firework, o espetáculo se garantiu para o grande jogo. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (8/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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