Brasil sai de Miami com aproveitamento no Miss Universo melhor que a primeira metade dos anos 2000


*Na primeira metade dos anos 2010, foram quatro classificações contra apenas uma no período de 2000 a 2004
*Performance é igual à obtida na primeira metade das décadas de 1960 e 1970

Da redação TV em Análise

Darren Decker/Miss Universe Organization/Divulgação/25.01.2015


ALÍVIO
Chamamento de Melissa Gurgel ao grupo de elite aliviou especialistas, que já previam coisa pior para o país no Miss Universo no resto dos anos 2010

A classificação da cearense Melissa Gurgel entre as 15 semifinalistas da 63ª edição do concurso Miss Universo, realizado no último domingo na FIU Arena, em Miami, aliviou a barra dos que esperavam uma performance pior para o Brasil no restante dos anos 2010. No período, o país conseguiu quatro classificações até agora, o que equivale a um aproveitamento de 40% na inclusão entre as semifinalistas do certame. Esse desempenho já é melhor que o verificado em toda a década de 2000, quando o país obteve apenas três classificações (30% de aproveitamento).
Considerando-se a primeira metade dos anos 2010, os números são ainda maiores: quatro classificações ou 80% de aproveitamento contra apenas uma classificação e 20% de aproveitamento na primeira metade dos anos 2000. Contribuíram para a mudança desse quadro antes negativo a troca dos coordenadores nacionais, a mudança no regulamento e o aprimoramento na preparação das candidatas em Estados afastados do eixo Rio-São Paulo, culminando em vitórias como a da mato-grossense Jakelyne Oliveira, em 2013, que resultaria no quinto lugar obtido no 62º Miss Universo realizado em Moscou.
No primeiro gráfico, a evolução dos aproveitamentos brasileiros no concurso Miss Universo, década por década, em termos percentuais de classificação entre as semifinalistas:

BEM NA FAIXA
Após quatro décadas consecutivas de declínio, Brasil começou a recuperar força entre as semis do Miss Universo entre os anos 2000 e 2010
Década Semifinalistas Aproveitamento (%)
1950 6 100
1960 8 80
1970 6 60
1980 4 40
1990(*) 2 22,22
2000 3 30
2010(**) 4 40

(*)O país não competiu no Miss Universo 1990, realizado em Los Angeles
(**)Até 2014

Já no segundo gráfico, estão agrupados os desempenhos brasileiros na primeira metade de cada década em que o país participou do concurso de Miss Universo, a partir de 1954:

MELHOR NA FAIXA
Após desempenhos pífios na primeira metade dos anos 1990 e 2000, brasileiras voltam a repetir aproveitamentos da primeira metade dos anos 1960 e 1970
Década Semifinalistas Aproveitamento (%)
1950(*) 1 100
1960 4 80
1970 4 80
1980 2 40
1990(**) 1 25
2000 1 20
2010 4 80

(*)A participação do país no Miss Universo começou em 1954
(**)O país não competiu no Miss Universo 1990, realizado em Los Angeles

CENÁRIO PIOR, SÓ EM 2021

A curto prazo, não há motivo para pânico em relação às perspectivas de não classificação para o Brasil no Miss Universo até o final dos anos 2010. Caso nenhuma das representantes brasileiras se classifique até 2019, o aproveitamento geral não deverá ser menor que 50,76%, na pior das hipóteses.
Na projeção que o TV em Análise Críticas realizou para o caso de não classificação eventual da sucessora de Melissa Gurgel no Miss Universo 2015, o nível de aproveitamento das candidatas brasileiras em 61 anos de participações no certame terá sido de 54,09%. Em caso de classificação, a projeção sobe para 55,73%.
Para o Miss Universo 2016, o Críticas traçou três cenários: em caso de classificação consecutiva, o aproveitamento fica em 56,45%. Caso não haja classificação entre as semis, o aproveitamento será de 54,52%. Em caso de uma segunda desclassificação seguida, o aproveitamento fica em 53,22%.
Já para o Miss Universo 2017, uma classificação consecutiva renderá ao Brasil aproveitamento de 57,86%. Em caso de não classificação, o percentual de classificações em 63 anos de participações ficaria em 55,35%. No caso de uma segunda não classificação seguida, o aproveitamento fica em 53,96%. Para uma terceira não classificação seguida, o aproveitamento ficaria menor: 52,36%.
Para o Miss Universo 2018, uma classificação consecutiva renderia ao Brasil um aproveitamento de 57,81%. Em caso de não classificação, esse aproveitamento ficaria em 56,23%. Uma segunda não classificação consecutiva renderia ao país um aproveitamento de 54,68%. No caso de uma terceira desclassificação, o percentual seria de 53,32%. Uma quarta não inclusão entre as semis deixaria o país com aproveitamento ainda pior: 51,56%.
Para o Miss Universo 2019, seis cenários foram desenhados:

Classificação consecutiva: aproveitamento de 58,86%
Não classificação: 56,93%
Não classificação consecutiva: 55,38$
2ª não classificação consecutiva: 53,84%
3ª não classificação consecutiva: 52,34%
4ª não classificação consecutiva: 50,76%

Caso o país repita o cenário de classificações não consecutivas no Miss Universo 2020, o aproveitamento cairá para exatos 50% (33 classificações em um total de 66 participações). O pior cenário só deve aparecer no Miss Universo 2021, quando o país pode chegar ao aproveitamento de apenas 49,21%, o que equivaleria a 33 classificações em 67 participações.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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