Assunto da semana: O laranja nunca ficou tão novo preto e azul grená


Lições a se tirar do 21º SAG Awards para as premiações técnicas

Ethan Miller/Getty Images/25.01.2015

As premiações outorgadas na 21ª festa de entrega dos Screen Actors Guild Awards, realizada no domingo (25), em Los Angeles, mas só exibida no Brasil em VT no dia seguinte (TNT e TBS) em virtude do concurso de Miss Universo, deixam pontos importantes para serem discernidos no ciclo das premiações técnicas e de sindicatos de produção, roteiro e direção. Uma delas, aprendida no People’s Choice Awards, é a de que gosto popular não é excelência artística. Falso: o sucesso cultural de Orange is the New Black provou o oposto.

Ethan Miller/Getty Images/25.01.2015

Com duas das três estatuetas conseguidas na área de comédia, a dramédia do serviço de streaming Netflix abriu um flanco importante para o 67º Primetime Emmy: a promoção de Uzo Aduba de “atriz convidada” para “atriz principal” nesse gênero. É um erro a Academia de Televisão escamotear a competência artística dessa moça e de outras 30 atrizes (incluindo uma transexual, Laverne Cox) para as áreas técnicas. Mostra-se um desserviço para facilitar a doce vida de sua estrela principal de fato, Taylor Schilling. Isso não se faz.

WireImage/25.01.2015

Tecnicamente, é impossível mensurar o caso de OITNB, por se tratar de produto de streaming. Na área da TV tradicional, William H. Macy, de Shameless, do canal pago Showtime, ligado à CBS Corporation, salvou a noite dos grandes conglomerados televisivos americanos. Over-the-top é picaretagem para trouxa assistir de seu computador. É conversa mole. Quer uma prova? A Netflix só arrebatou um Actor nas categorias de drama – Kevin Spacey, de House of Cards. O resto foi musical de Viola Davis com Downton Abbey.

Ethan Miller/Getty Images/25.01.2015

Tristeza do jeca da imprensa hipócrita do eixo Rio-São Paulo à parte, o capítulo de minisséries e telefilmes apenas reafirmou o poder da TV tradicional, sobretudo o mundo dos canais pagos premium. As duas estatuetas conseguidas pela HBO para Mark Ruffalo (The Normal Heart) e Frances McDormand (Olive Kitteridge) apenas reforçam esse poder de barganha nos campos de atuação. Nas áreas técnicas, é difícil adiantar qualquer coisa. Passo a palavra ao PGA, DGA, WGA, VES, CAS, MPSE, CDG, MUAHS, entre outras siglas, Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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