Johnny Saad, para o Bem do Brasil, mande Evandro Hazzy embora


Sr. Presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, concurso de miss não enche barriga, já dizia o Saturnino Braga

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

AFP/21.01.2015

Para 53,33% dos leitores deste TV em Análise Críticas, o coordenador técnico do concurso Miss Brasil, sr. Evandro Hazzy, deveria mandar embora a pessoa que assessora ou, supostamente, “assessora” a Miss Brasil 2014 Melissa Gurgel. O que se tem visto não apenas acerca de sua participação no Miss Universo 2014 como em toda a programação do concurso em si na imprensa brasileira nos últimos 15 dias tem sido uma negação. Um zero abaixo de qualquer margem de incompetência, pior que o Mineiratzen, pior que a seca no Nordeste de 1983, pior que a tragédia de Santos, pior que a chacina fracassada do Riocentro contra a MPB, pior que o “massacre do Carandiru”. Pior até mesmo que o genocídio cultural da Era Collor contra o cinema brasileiro, canibalizando a Embrafilme e fazendo leis fajutas de incentivo ao setor audiovisual (a famigerada Lei Rouanet).
Depois de 12 anos, está mais que na hora de dar um basta às irresponsabilidades de Hazzy fosse como coordenador do Miss Rio Grande do Sul (onde era a Rainha da Inglaterra – não mandava em nada), fosse como coordenador do Miss Brasil desde que a Gaeta foi expulsa, em setembro de 2011. Na gestão Hazzy/Enter, o Brasil teve duas classificações entre as semifinalistas e ambas qualificadas entre as cinco primeiras colocadas. A pergunta que fica é: essa receita de sucesso instantâneo tenderá a ruir caso a sucessora de Melissa Gurgel caia fora do top 15 do Miss Universo 2015?
Para piorar, o tal “Comitê Nacional dos Coordenadores dos Concursos de Beleza”, que abrange os inúteis, incompetentes, párias e irresponsáveis que coordenam o Miss Brasil nos Estados e no Distrito Federal encontra-se desestruturado. Sua única reunião ocorreu em 2012, em Fortaleza. Não tem sede física, nem estatuto. É apenas uma entidade de fachada para auxiliar a Enter e a Band na organização do Miss Brasil, presidida pelo senhor Lucius Gonçalves, coordenador do concurso de Miss Amazonas. Não tem orçamento, nem quadro de funcionários. Só uma pessoa trabalhando em tempo parcial – o próprio Lucius, ao melhor estilo Tim Maia, cuja gravadora, a Vitória Régia, só dava expediente depois das 21h.
A classificação da cearense Melissa Gurgel entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2014, realizado na noite deste domingo (25), na FIU Arena, em Miami, evitou uma tragédia maior para a indústria de misses no Brasil. Antes mesmo do concurso, a jornalista Gabriela Quintela anunciou que estava encerrando as atividades de seu blog Tudo Miss e Tudo Mais, do portal R7, “por falta de apoio” a esse tipo de evento no Brasil. Com as categorias de base apropriadas por algumas afiliadas da Rede Globo e seus respectivos próceres midiáticos (Grupo Abril, Grupo Folha, Grupo Estado, Grupo Três e o que restou dos Diários Associados), fica impossível defender que a Band explore através de suas plataformas o apoio aos certames adolescentes de beleza. Um bom exemplo para a Enter se mirar vem da própria Miss Universe Organization, que instituiu em 1983 o concurso de Miss Teen USA, que elege a mais bela adolescente dos Estados Unidos da América. Com parasitas tipo Hazzy e os diretores da Enter Gabriela Fagliari e Caio Luiz de Carvalho (na prática, o ex-ministro do [des]governo FHC está dirigindo o canal pago Arte 1, que reprisa Mutum à exaustão), o trabalho da Band com as categorias de base para futuras edições municipais e estaduais do Miss Brasil está todo comprometido.
Ante os fatos expostos, o que o TV em Análise Críticas pede de forma aberta ao presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, sr. João Carlos Saad, vulgo Johnny, é que RESCINDA os contratos de Hazzy e Fagliari e deixe Caio Carvalho tocar as mudanças que se fizerem necessárias para reformar a estrutura já abalada do concurso Miss Brasil. Na Colômbia, terra natal da nova Miss Universo, Paulina Vega, o concurso local opera como uma empresa. Aqui no Olimpop do Sargentelli do programa Abertura, o Miss Brasil não passa de produto de grade. Não é tratado como empresa porque a mentalidade infantil da Enter não permite. Vejam o exemplo do Soul Train Awards, premiação tradicional de música negra nos Estados Unidos: opera como empresa, que cede seus direitos de transmissão aos canais pagos BET e Centric. Tem corpo diretivo e quadro fixo de funcionários/colaboradores. A Miss Universe Organization, dona do Miss Universo, também é assim. Por que não implantar tal mentalidade no Miss Brasil? Para tanto, o bom senso recomenda além das demissões de Hazzy e Fagliari, uma completa revisão no quadro de franqueados estaduais e uma investigação interna sobre as atividades desse tal “CNCCB”, que de Conselho de Coordenadores de Concursos de Beleza não tem nada.
Para finalizar, cabe registrar a impressionante debandada de anunciantes que a Band teve do Miss Brasil 2014 para o Miss Universo 2014: só a Handara preservou sua cota. Os outros quatro patrocinadores – Beach Park, Bombril, Amanco e Nivea – disseram não. Segundo fontes de mercado, pela crise econômica que o Brasil atravessa e pelas incertezas herdadas das feridas da disputa eleitoral de outubro. Na TV paga, que tem planejamento, o canal TNT (que trabalha com o projeto Temporada de Premiações) vendeu as três cotas – Lojas Riachuelo, Danone e O Boticário – com bastante antecedência, como parte de um mega pacote comercial que só vai se concluir no Billboard Music Awards, em maio. Por que não se mirar nesse exemplo, senhor Johnny Saad?
O raciocínio aplicado pelo então candidato a senador pelo MDB do Rio de Janeiro, Satunino Braga, de que “ponte mão enche barriga” durante a campanha proporcional de 1974 na televisão (antes da Lei Falcão) parece se aplicar ao apurado pela Band no projeto Miss 2014. Concurso de miss não enche barriga e disso o presidente do grupo Band deveria saber muito bem. Nem dá faturamento ou audiência. Só cria despesas.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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Uma resposta para Johnny Saad, para o Bem do Brasil, mande Evandro Hazzy embora

  1. Leozinho disse:

    Tirem mesmo essa pessoa arrogante do concurso antes que seja tarde demais. Ele só queima a imagem do MB com seus esquemas de manipulação do top 5 entre outras situações como ter despreparado a Melissa para a final do MU.
    Não se enganem com essa balela de que ele é o melhor porque obteve o maior numero de vitórias como coordenador do RS pois essas vitórias foram conquistadas graças a manipulação que Boanerges fazia colocando amigos no júri para votar nas miss RS, assim é fácil vencer, assim é fácil ser o melhor né.
    Foraaa Evandro Hazzy

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