Assunto da semana: Kanye West não é o Artista a ser Visto. E sim Gina Rodriguez


A ilusão do streaming na área de TV do 72ª Golden Globe

Paul Drinkwater/NBC/Divulgação/11.01.2015

Com complexo de maioria, os serviços de streaming Amazon Prime e Netflix comemoraram os feitos de Transparent e House of Cards na 72ª edição dos Golden Globe Awards, realizada no domingo (11), em Beverly Hills. Cantaram vitória à toa: do total de 11 categorias na área de televisão, apenas três delas (ou 27,27%) foram vencidas pelas chamadas “séries de internet”, feitas para locação em lojas virtuais ou veiculação online. O restante foi dominado pelas TVs tradicionais, que tem para o 67º Primetime Emmy um calo importante.

Paul Drinkwater/NBC/Divulgação/Associated Press/11.01.2015

Nada que desmereça a atuação de Jeffrey Tambor, mas a lavada de Transparent para cima de produções de emissoras abertas e fechadas é um sinal de alerta para estas acordarem para uma realidade grotesca. A da disseminação indiscriminada dos serviços de streaming e lojas virtuais, que já apeou empregos de empresas de televisão tradicional. A da inclinação de produtores de primeira linha para esses meios. Mas, e se não fizerem trabalho para streaming, vão pagar as contas com o quê? Direitos conexos de filmes e séries velhacas? A ver.

Getty Images/11.01.2015

No campo da televisão tradicional, um alívio no campo das séries cômicas ou musicais: a vitória de Gina Rodriguez deu ânimo à irrelevante The CW para renovar já Jane the Virgin e outras sete séries para a temporada 2015-2016. O reconhecimento da excelência artística a essa moça por um consórcio de correspondentes internacionais baseados em Hollywood para uma trama ainda sem canal de exibição no Brasil já soa como um bom indício para as futuras premiações do atual ciclo que a esperam. É uma expectativa da qual deve ser vista.

Frederick J. Nrown/AFP/Getty Images/11.01.2015

Nos dramas, a vitória da estreante The Affair (outra inédita por aqui) em dobro reafirmou o poder de fogo da Showtime nesse segmento. Antes, tal feito tinha sido conseguido apenas por Claire Danes e Homeland, em 2012. Agora, as palavras-chave passam a ser Ruth Wilson e The Affair. Troca-se o terrorismo psicológico da CIA camuflado de âncora do SBT por um romance dos Hamptons mais intenso e cru que Revenge. Nas minisséries, Fargo repetiu o feito do Emmy com outro nome: Billy Bob Thrornton. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (18/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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