Assunto da semana: Gosto popular não é excelência artística


A edição 41 dos People’s Choice Awards contada em nove atos

Jeff Kravitz/FilmMagic


Iggy Azalea

Para um escopo de 57 categorias, ficaria impossível elencar todas elas em um evento de duas horas de duração, como foi a 41ª edição dos People’s Choice Awards, realizado na quarta-feira (7), no Nokia Theatre, em Los Angeles. Elencar e conceder em tão curto espaço de tempo. Tarefa que o produtor Mark Burnett (The Voice, A Bíblia, A.D.) tratou de condensar em um aglutinado de atos musicais combinados com excertos de categorias de televisão, cinema e música. Resultou num espetáculo híbrido, pouco palatável.

Reprodução/People’s Choice Awards

Escorada em nove blocos e oito cortes comerciais, a edição 2015 dos PCA’s, comandada pelas atrizes Anna Faris e Allison Janeey (ambas de Mom) inaugurou o ano de premiações que, para a televisão norte-americana, promete ser bastante produtivo. Até dezembro, terão sido transmitidas ao menos 32 desses eventos, muitos deles sem exibição no Brasil. E contabilizando também premiações esportivas. Haja trabalho. As três esquetes gravadas por Faris e Janney para o PCA também foram parte deste grosso contingente.

Reuters

Sem valorizar forma ou conteúdo, o People’s Choice Awards 2015, como de praxe, se ancorou pelo gosto popular que nem sempre é sinônimo de excelência artística. As escolhas de The Flash e Jane the Virgin como novo drama e nova comédia favoritos, respectivamente não cabem ser questionadas. Mas, e no caso de Gina Rodriguez para os Golden Globes de hoje? Fica essa a questão. Embora os holofotes da imprensa tenham exaltado The Big Bang Theory, nenhum se voltou para as quatro estatuetas de vidro dadas a Grey’s Anatomy.

Craig Blankenhorn/Showtime/Divulgação/11.12.2014

Em meio à pancada de programas de classe especial que as redes abertas e canais pagos americanos exibem neste início de mid-season, o 41º People’s Choice Awards refletiu muito da pobreza de espírito do telespectador. O desprezo a produções tipo Homeland, The Affair, The Honorable Woman, dentre outras, apenas atesta a falta de gosto dos 8,6 milhões de telespectadores americanos que acompanharam a premiação pela CBS. Em compensação, Downton Abbey teve uma menção honrosa. Ainda bem. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (11/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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