Assunto da semana: O show de Rebecca Romijn e a comédia de erros dos guardiães da biblioteca


Cheia de efeitos visuais, The Librarians é série de uma atriz só

TNT/Divulgação/15.12.2014

Passado o ciclo de indicações ao SAG Awards/Golden Globes 2015, a primeira leva de episódios de The Librarians (Universal, 2ª, 21h/horário especial, 12 anos) impressiona não apenas pela ausência notória do protagonista dos filmes, Noah Wyle (enfiado até o pescoço com a quinta e última temporada de Falling Skies). Mas principalmente pelo festival de efeitos visuais 4K, capazes de colocar a nocaute a produtora de Conselho Tutelar, recém-exibida pela Record. E, principalmente, pela onipresença de Rebecca Romijn. A explicar.

TNT/Divulgação/15.12.2014

Babaca desde a raiz, a premissa de Librarians remete ao mais rústico livrinho de desenhos de grêmio estudantil. Não tem forma nem conteúdo. Não é nenhum True Detective, mas é um espetáculo de competência artística de Romijn, vinda de um fracasso na TNT (que exibe Librarians nos Estados Unidos) chamado King & Maxwell. Esqueça. Esqueça currículo, esqueça vida pessoal da atriz, esqueça tudo. O papel da ex-agente da OTAN Eve Baird caiu praticamente como uma luva de pelica em suas delicadas mãos. Bingo.

TNT/Divulgação/15.12.2014

No campo dos efeitos visuais, Librarians deixa congêneres da área de fantasia como Marvel’s Agents of SHIELD e Once Upon A Time no chinelo. Totalmente o oposto do enredo de John Core (Leverage), pobre de espírito, digno de Framboesa de Ouro. Outro ponto forte para Librarians nas áreas técnicas está na quantidade de dublês empregados para as cenas de ação que envolveram Romijn – dois, no total. Também contam pontos para o Primetime Emmy de Artes Criativas as áreas de figurino, direção de arte e maquiagem.

TNT/Divulgação/15.12.2014

Em resumo, os três episódios iniciais de The Librarians mostraram uma ausência total de atores coadjuvantes, à exceção da sombra do espelho da biblioteca protagonizada por Bob Newhart. Chroma-key puro. Engana os trouxas tanto quanto o Percival sem bigode. Em tempos de telebaixaria e cachorradas de analistas econômicos e supostos “especialistas” de mercado acerca do caso da Petrobrás, The Librarians é a obra-prima da mediocridade da ficção científica. É clichê que não impressiona, mas também não convence. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (21/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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