Assunto da semana: Didi, Dedé, Mussum e Harry Styles


Festa de gringos no 42º American Music Awards foi de impressionar

Aircraft Wild/Reprodução

Concebida em 1973 para premiar a escolha popular dos vários gêneros da música norte-americana (bem como seus intérpretes), o American Music Awards em sua 42ª edição se transformou numa festa baile do Aeroporto Internacional de Los Angeles, o LAX. Não era no Nokia Theatre, mas a farra de pirâmides dadas a estrangeiros como Iggy Azalea, One Direction, 5 Seconds to Summer e Sam Smith comeu um terço das 22 categorias competitivas. O que para alguns, soa como inveja, na verdade se traduz numa torre de babel incompreensível.

Frederic J. Brown/Getty Images/AFP/23.11.2014

E tanta estatueta para não americano no AMA 2014 acabou refletindo na queda de público ante o AMA 2013. Na comparação, a ABC perdeu 1,3 milhão de telespectadores. Pouco, mas o suficiente para provocar ao Sunday Night Football um estrago nas redes sociais: foram 5,6 milhões de citações no Twitter contra apenas 1,1 milhão dadas ao jogo entre New York Giants e Dallas Cowboys, esse sim, de maior público. Mas de calibre insuficiente para estragar o brilho da penúltima grande prévia do Grammy, antes das indicações, no dia 5.

Kevin Winter/Getty Images/23.11.2014

Falando no show em si, seu apresentador Pitbull foi um desastre em termos de piadas. Quando conseguia contar uma, ante a penca de atos musicais e premiação de excelência dada à Taylor Swift, errava. Como até as pedras sabem, Armando Christián Perez é rapper, não comediante. Convenhamos. Deixemos essa parte para Alison Janney e Anna Faris, no 41º People’s Choice Awards, Tina Fey e Amy Poehler, no 72º Golden Globe Awards, e Neil Patrick Harris, no 87º Oscar. Eles sim é que sabem contar anedotas. Não um improvisador de canto.

Fotos Al Bello/Getty Images e Kevin Winter/Getty Images/23.11.2014

Em seu “momento Sílvio Santos”, no entanto, Pitbull se saiu melhor na tentativa de apartar a briga familiar de telespectadores pelo controle remoto. Se, de um lado os homens queriam ver a ação de Tony Romo e Eli Manning, por outro, esposas e filhos adolescentes penavam para ver alguma coisa de alguma música da própria Taylor, do One Direction e de Charli XCX – outra da “terceira invasão britânica” nas tevês e rádios norte-americanos. Depois vem com essa conversa de 4 de Julho, John Adams, Fundadores da América… Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (30/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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