Assunto da semana: Os ‘novos baianos’ da NBC estão a curtir numa boa


Do que vale Pharrell e Gwen na sétima edição do The Voice?

Trae Patton/NBC/Divulgação

Os compromissos com os textos de Houdini e Plano Alto não deixaram que eu tivesse uma compreensão mais atenta dos programas iniciais, mas a quinta e última noite de audições cegas da sétima temporada da edição americana do The Voice (Sony, domingo e 2ª, 22h30, 12 anos) foi a mais sofrível em termos de apresentação musical. Ao invés de Acorda Amor, do Chico Buarque, competidores apresentaram às cadeiras coisas que iam de The Girl from Ipanema (coisa familiar a Pharrell Williams) a Human Nature (para Gwen Stefani).

Paul Drinkwater/NBC/Divulgação

É compreensível que a coisa não tenha chegado ao nível de churrascaria de beira de estrada (como normalmente acontece na versão pátria global), mas o repertório apresentado por Brittany Butler (não é parenta do ator Gerard) e Mayra Alvarez patinou no patamar de espera de consultório médico, que toca programação de rádio FM dedicada ao que se convenciona chamar de “bom gosto” musical. Não para o público de Scorpion (CBS), que já percebeu desgaste na formatação tanto do Voice quanto do Dancing with the Stars (ABC).

NBC/Divulgação

E tamanho desgaste já começa a ser percebido na gangorra de público que as audições cegas da sétima temporada de The Voice tiveram em seus cinco episódios. Estável na estreia do ciclo em relação à quinta temporada, na fall-season 2013, a competição musical começou Das Tripas Coração a tentar justificar os US$ 10 milhões que os técnicos novatos Pharrell (que substitui Cee-Lo Green) e Gwen (colocada na licença-maternidade de Christina Aguilera) embolsarão de seus proventos quando o(a) vencedor(a) sair em dezembro. Tarefa difícil.

Trae Patton/NBC/Divulgação

Se, em termos de audiência, The Voice pena para enfrentar não apenas Scorpion, mas também The Big Bang Theory e NCIS, seus técnicos estreantes não tem do que reclamar em termos de vendagens de discos. Muito menos dos salários que começaram a receber da NBC e da Talpa (empresa que produz e distribui o programa). Noutra ponta, Adam Levine, Blake Shelton e sua peruca cada vez mais brilhosa terão uma conta maior: US$ 12 milhões nos contracheques relativos a esta temporada. Haja distorção. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (19/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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