Assunto da semana: O caixeiro viajante e vilão dos realities musicais à casa torna


Volta de Simon Cowell dá novo ânimo ao The X Factor inglês

Tom Dymond/Corbis/Syco TV/Divulgação

Depois de 12 anos de idas e vindas aos Estados Unidos, ora para servir como produtor ora para ser jurado de realities musicais, o produtor musical Simon Cowell, 54, também levando em conta questões pessoais, decidiu voltar definitivamente ao Reino Unido. Mais precisamente, para a banca julgadora da mais bem-sucedida de suas fórmulas de realities de competição, o The X-Factor (Sony, 3ª e 4ª, 22h30, 12 anos) – a outra é o Got Talent, da qual resolveu dar um tempo. Se apegar a velhos colegas (Louis Walsh, Cheryl Cole e Mel B).

Reprodução/ITV/Thames/Syco

O retorno de Cowell à sua base forçou a Fremantle Media, dona da produtora do programa original, a Thames, a vender o X-Factor original depois da L.A. Screenings de maio último. Acordos de exibição foram fechados em vários países não para o formato, desta feita. Mas para sua retransmissão. Os órfãos da competência do vilão do American Idol (após sua saída em 2010) e do The X-Factor USA (após o cancelamento, em fevereiro, e três temporadas fracassadas) clamaram. E foram atendidos na medida do que era possível.

Reprodução/ITV/Thames/Syco

Fora o canal Sony, outros cinco canais pagos internacionais aceitaram o desafio de mostrar Cowell lidando com a origem do sucesso de suas fórmulas de competição (incluindo o americano AXS, controlado pelo magnata esportivo e de entretenimento Mark Cuban). Mostrar o The X-Factor original ao resto do mundo é uma forma de compensar o público pela privação passada com o fim da versão americana, da FOX, que se tornou um desastre completo de audiência e de vendagens comerciais de seus vencedores. Foram na raiz.

Ken McKay/Talkback/Thames/Divulgação

Com Cowell e seu X-Factor de volta para casa, fica impossível debater questões de audiência. Ou melhor, é possível: as audições 5 e 6 (as quais assisti) registraram 9,71 milhões e 9,08 milhões de telespectadores, respectivamente. É mais do que registrava a sofrível edição americana do programa, que penava para concorrer com programas da CBS – Survivor, Criminal Minds, The Big Bang Theory – e ABC – Modern Family, principalmente. Em casa, Cowell no sábado e domingo não tem de enfrentar esse garrote todo. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (28/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Reality-shows e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s