Escolha de Doral como cidade-sede do Miss Universo 2014 não é unanimidade na Miss Universe Organization


Diretores defendem que candidatas sejam hospedadas em resort de Donald Trump, mas querem a final televisionada em Miami, para maior visibilidade

Da redação TV em Análise

Reprodução/Twitter/Luigi Boria/13.09.2014


Prefeito de Doral e diretores da MUO: discórdia em Nova York

A escolha da cidade de Doral, no condado de Miami-Dade (sul da Flórida), como sede da 63ª edição do concurso Miss Universo causou um certo mal-estar entre diretores da Miss Universe Organization, que já teriam se mostrado arrependidos com o anúncio, feito na sexta-feira (12), feito pelo prefeito Luigi Boria, à revelia das assessorias de imprensa da NBC e da própria entidade que organiza o certame desde sua aquisição pela Trump Organization, em 1996. Um alto diretor da MUO disse ao TV em Análise Críticas, sob condição de anonimato, que a data alardeada – domingo, 18 de janeiro de 2015 – é falsa, pois não consta do planejamento de programação de especiais de fim-de-ano da emissora que o transmite em território americano.
Segundo essa mesma fonte, Boria “apenas informou a intenção de realizar o concurso Miss Universo 2014 num local ainda a ser determinado, dentro do condado de Miami-Dade”. Internamente, não há o interesse de realizar o certame no Trump National Doral Miami devido à limitação de capacidade de seus três salões existentes. Por outro lado, a Telemundo (emissora que exibe o certame em língua hispânica) sequer foi consultada. “Não é correto o prefeito de uma cidade-candidata alardear coisas que não existem”, alertou a mesma fonte, fazendo alusão indireta ao caso semelhante verificado com a cidade brasileira de Fortaleza, que teve sua sede propalada por vários meses, até a desistência formal, em 20 de maio de 2014.
No entanto, os “rebeldes” da MUO nada tem a fazer: o contrato com a Prefeitura de Doral já foi assinado e o pagamento da primeira parcela, de US$ 1 milhão, deverá ser feito pela municipalidade até o dia 1º de dezembro. O US$ 1,5 milhão restante deverá ser pago pelo governo local até o dia 1º de fevereiro de 2015, 14 dias após a realização do certame.
A redação do Críticas entrou em contato com a assessoria da Miss Universe Organization e foi informada de que a direção do certame não irá se pronunciar sobre a matéria.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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