Assunto da semana: O show dos clones de Tatiana Maslany


Seleção natural de Orphan Black desbanca figurinhas do horário eleitoral

BBC America/Bell Media/Divulgação

Primeira grande estreia dos canais pagos básicos antes das programações americanas da fall-season, Orphan Black (A&E, 4ª, 22h, 14 anos) mostrou a que veio na demanda de personagens dadas à sua atriz principal, Tatiana Maslany, 28: seis, no total. É um trabalho complexo para demandar, ao mesmo tempo, coordenação de dublês, direção de elenco (de praticamente uma única pessoa) e maquiagem não protética. O cadáver da policial suicida Elizabeth Childs abriu uma verdadeira guerra psicológica no mundo de Sarah Manning.

BBC America/Bell Media/Divulgação

Em Natural Selection, Maslany (natural da cidade de Regina, Saskatchewan) se desdobrou em cinco tipos para dar mais presença a si própria. Presença tamanha que chamou a atenção da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). Mas, que por sua nacionalidade, não entra nos círculos de votação do SAG-AFTRA, nem da Academia de Televisão que organiza os Primetime Emmys, estes exclusivos de atores residentes nos Estados Unidos (não é o caso de Tatiana Maslany). Lamentável.

BBC America/Bell Media/Divulgação

Coproduzida pela BBC America em associação com a Bell Media e a Temple Street, Orphan Black na reprise de seu episódio inicial se mostrou mais interessante que a feira de horrores, acusações, baixarias e extravagâncias do horário eleitoral obrigatório proporcional para as TVs abertas. O tipo quíntuplo de Maslany faz seus coadjuvantes (Jordan Gavans, Dylan Bruce, Kevin Hanchard, Michael Mando, Éveline Brochu e Maria Doyle Kennedy) parecerem recorrentes diante de tamanha densidade de presença central dada a uma só atriz.

BBC America/Bell Media/Divulgação

Como parte do chamado Projeto Leda, os 12 clones de Sarah ainda guardam para o assinante muitas intrigas reveladoras para o curso da trama, já exibida no Brasil pelo canal BBC HD, da própria BBC (para audiências selecionadas). A estreia de Orphan Black num canal com maior base de assinantes obriga o não seguidor da trama a uma compreensão mais intrincada e complexa. A contemplação com o conceituado Peabody Awards, em abril último, apenas atesta o bom nível do enredo de John Fawcett e Graeme Manson. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (14/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s