Empresa em que trabalha ex-Miss Rio de Janeiro Orama Valentim tem queda de ação na NYSE. Vão me intimidar?


Ações da Cameron tiveram desvalorização de US$ 0,25 na manhã desta terça-feira (2)

Da redação TV em Análise
Com reportagem de João Eduardo Lima

Reprodução/Instagram/Orama Valentim


Orama: emprego em transnacional e em repartição pública. E você paga

Três dias após encerrar seu reinado como Miss Rio de Janeiro 2013, a eletrotécnica Orama Valentim vai descobrir uma notícia preocupante, que o TV em Análise Críticas apurou direto do site da empresa petrolífera americana Cameron: as ações da companhia na Bolsa de Valores de Nova York sofreram desvalorização de US$ 0,25 até às 13h34 (horário de Brasília). Na multinacional, Orama trabalha como trainee de campo.
Em paralelo, a agora ex-miss tem emprego na Empresa Municipal de Habitação e Saneamento da cidade de Campos dos Goytacazes (norte fluminense). Ou seja, é uma miss paga com o dinheiro do contribuinte. E isso a Band e a Enter não admitem que se fale a bem da verdade, em nome da transparência pública, da isenção e da independência editoriais, da liberdade de informação e do respeito ao contribuinte.
Na apuração desta reportagem, as ações da Cameron na NYSE valiam US$ 74,08.
Uma das controladas da Cameron (onde trabalha de fato Orama) é a empresa OneSubsea, empresa que tem contratos com a Chevron na Noruega. A Chevron, por sua vez, é a empresa responsável por operar a plataforma Sedco706, que provocou um vazamento de 2.400 barris de petróleo do Campo de Frade, na Bacia de Campos, em novembro de 2011. Um ano antes, o site Wikileaks descobriu documentos que mostravam que o candidato derrotado à Presidência da República José Serra (PSDB) prometera, se eleito, entregar todos os ativos da Petrobras à multinacional americana.
De acordo com reportagem do Críticas publicada à época da eleição de Orama Valentim como Miss Rio de Janeiro 2013, a Chevron teria oferecido propinas de R$ 90 mil a três jurados do certame. Por meio de sua assessoria jurídica, a Band nega as denúncias.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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