Miss Brasil 2014: O triste caso das coordenações do Rio de Janeiro e Roraima


Desgraça em cima de desgraça, incompetência em cima de incompetência

João Esduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise
(Atualizado em 28/8/2014, às 20h58)

Motohiro Araki/Estadão Conteúdo/29.09.1958


Adalgisa Colombo (à direita): saudade de um tempo que foi para o ralo

É estarrecedora a calamidade pela qual passam as franquias dos Estados do Rio de Janeiro e de Roraima na jornada para o Miss Brasil 2014, etapa brasileira da 63ª edição do concurso Miss Universo, com sede e data por anunciar. Em Boa Vista, informações dão conta de que Evandro Hazzy, homem forte da Band para a área de concursos de misses, precisou ser chamado às pressas para intervir na coordenação estadual, que já tinha candidatas selecionadas, mas não marcou data alguma de certame para decepção de Bianca Matte, que não teve oportunidade alguma de passar a faixa de Miss Roraima à sua sucessora. Resultado: a Miss Roraima 2013 ficou a ver navios e Marina Pascoalotto foi coroada e eleita à sua revelia, pelo próprio Hazzy, sob supervisão de Gabriela Fagliari, diretora de projetos da Enter, que estava em São Paulo e teve de fazer videoconferência.
Desgraça mesmo vive meu Estado natal, o Rio de Janeiro, cujo concurso local há anos é capitania hereditária de Susana Cardoso, que manda o Céu, a Terra e o Sistema Solar na desorganização e falta de promoção decente para o concurso local. Já passou pelas mãos da tevê de aluguel chamada CNT e pena para permanecer na Band Rio. Pior: nem transmissão para o sul fluminense (via Band Barra Mansa) possui. Ou a sra. Susana pensa que estamos na era melancólica da extinta TV Tupi (que realizava o concurso na sede da Urca)?
Num universo de 96 municípios, a edição 2014 do Miss Rio de Janeiro tem um dos mais magros contingentes de candidatas de toda sua história, após a fusão com a Guanabara, em 1975: dezoito. Eu disse DEZOITO! DEZOITO! É a sombra da era dourada de Adalgisa Colombo (rest in peace), gêmeas Ridzi, Elaine Thompson, só para citar algumas (e não incluindo a ex-mulher do ex-dono do Banco Marka, solto no desgoverno FHC a la Abdelmassih, sem jornalismo verdade da Record, nem Ministério Público ou Polícia Federal competentes tais quais o repórter Michael Keller, do Domingo Espetacular).

Adendo: A Band Rio Interior, sediada em Barra Mansa, vai transmitir o Miss Rio de Janeiro 2014 em cadeia com a matriz estadual carioca. Checagem feita nos sites de programação de ambas as emissoras da Band no território fluminense.

Reprodução/Rede Record

“Sua safada! Sua ordinária! Tomara que você apodreça na cadeia porque morte (de concurso estadual) pra você é pouco”.
(Chris Flores do Hoje em Dia da Rede Record – que já desistiu de sua blogueira de misses – a Susana Cardoso e Jô do Miss Roraima, com a devida adaptação deste Críticas)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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