Assunto da semana: 66º Primetime Emmys – os grandes vencedores da TV (e os grandes perdedores do streaming)


A dominação total da TV tradicional no 66º Primetime Emmy

Kevin Winter/Getty Images/25.08.2014

Independente da quantidade de estatuetas que se deu aos restos de Breaking Bad na festa principal – cinco, ao todo, a 66ª festa de entrega dos Primetime Emmys realizada na segunda-feira (25), no Nokia Theatre, em Los Angeles, revelou uma supremacia absoluta da televisão tradicional (aberta e fechada) sobre as novas formas de entretenimento – Netfixs, serviços de on-demand e coisas afins. Não dá mesmo para pensar em Emmy de série dramática a um projeto concebido para visualização na Internet. Como House of Cards.

Kevin Winter/Getty Images/25.08.2014

Jason Merritt/Getty Images/25.08.2014

Depois da aventura do ano passado, os serviços de streaming vieram à toda na agressividade dos lobbies de suas produções a ponto de cutucar, no anúncio dos indicados, forças preponderantes como Modern Family. Conseguiram apenas o joio. Caso de Orange is the New Black, que como a própria tradução da fruta para o português sugere, virou bagaço da laranja. Na área de séries cômicas, não sobrou nem o caroço para a oscarizada Jodie Foster, derrotada pela experiente Gail Mancuso, sob cujas mãos caiu o episódio Las Vegas.

Phil McCarten/Invision/Television Academy/16.08.2014 e JesusManero

O choro de aparente alegria da atriz Uzo Aduba nos Creative Arts se traduziu numa violenta reprise do 7 a 1 do Mineiraço para as produções do Netflix no 66º Primetime Emmy principal, televisionado no Brasil pelo canal pago Warner. Na verdade, aquele era o choro de uma tragédia anunciada para a indústria de serviços de streaming e locadoras virtuais, que pensam que estão exercendo o papel de radiodifusores – como a Rede Meio Norte, por exemplo, que edita este jornal e este sagrado caderno. Foi uma reprise muito doída.

Robert Gauthier/Los Angeles Times/25.08.2014

Tão doído quanto a tragédia da Netflix foi o In Memoriam de Billy Crystal a seu amigo comediante Robin Williams. Para evitar processos do Co-Rio, a NBC teve o cuidado de cortar da edição do clipe a cena de constrangimento no Late Show with David Letterman, de dezembro de 2009, onde Williams insinuara que o Rio de Janeiro enviara strippers e meio quilo de pó na escolha da sede das Olimpíadas de Verão de 2016, derrotando sua nativa Chicago. Por pouco, não houve um desrespeito aos outros mortos. Nem Sara Bareilles. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (31/8)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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