Por pressão de departamemto comercial, Band tira Miss Brasil 2014 da véspera do segundo turno para presidente


Antecipação favorece candidatas de Estados pró-Aécio, pró-Eduardo Campos e pró-Dilma, que correm o risco de fazer propaganda eleitoral subliminar para desespero da Justiça Eleitoral

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Darren Decker/Miss Universe Organization/Divulgação/09.11.2013


Jakelyne no Miss Universo 2013: propaganda descarada para o PT

A decisão da Band de tirar o concurso Miss Brasil 2014 da véspera do segundo turno das eleições presidenciais foi tomada na noite desta quarta-feira (16), dois dias após o TV em Análise Críticas ter publicado notícia a respeito. A direção da emissora já trabalhava com a data de 25 de outubro para a realização do certame, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, para cortar custos com deslocamento de equipes e uso de sinal de satélite de afiliadas. A área comercial, pressionada por anunciantes, votou contra e pediu a antecipação do concurso para o dia 27 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Não queria o choque de um evento do entretenimento com outro do jornalismo.
O local do certame foi sugerido por diretores da TV Jangadeiro, que arcaria com patrocinadores locais privados com os custos de organização. Ao Centro de Eventos, gerido pela Secretaria de Turismo, caberia apenas a cessão do espaço do auditório principal, que já recebeu a etapa brasileira do Miss Universo em 2012. Isso, pouco depois de o jornal O Povo revelar um superfaturamento de RS 122,7 milhões na construção do complexo, atestado pelo Tribunal de Contas do Ceará. Ninguém foi investigado até agora pelo desvio de conduta nas obras.
Com a data da 60ª edição do Miss Brasil fixada a pedido do comercial da Band, candidatas de Estados governados por políticos aliados aos candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) se sentirão à vontade para fazer propaganda eleitoral subliminar indevida. Convém lembrar o triste caso de Natália Guimarães no Miss Brasil 2007, onde fez propaganda velada para Aécio, recém-empossado à época para seu segundo mandato de governador em Minas. Ou a lambança petralha de Jakelyne Oliveira no Miss Universo 2013, que trocou proibição de mulheres dirigirem em países árabes por propaganda eleitoral antecipada para a reeleição da atual presidenta. Era caso para o Ministério Público Eleitoral denunciar a Band e o canal pago TNT pela prática desse crime contra a isenção do processo eleitoral. E o exercício da democracia nas urnas, como um todo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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