Provocador: Luciano Huck cria o Bataclã do Caldeirão: inscreva-se!


Com o sofrível nome de Namorada para Gringo, o marido da Angélica criou um quadro para aquilo que literalmente podemos chamar de programa

Marco Antônio Araújo
Do R7

Divulgação/TV Globo


Huck e seu Bataclã do Caldeirão: mentor de Tiazinha e Feiticeira foi chamado de rufião, proxeneta e cafetão em redes sociais

Temos aí Luciano Huck para provar: não há nada tão ruim que não possa piorar. Rimou. Que fique o bordão. Com o tique nervoso de ganhar cada vez mais dinheiro, o cara está perdendo a mão e simplesmente emenda uma bobagem na outra. Mas desta vez o milionário insaciável escorregou nas bananas que sempre oferece ao seu respeitável público. Com o sofrível nome de Namorada para Gringo, o marido da Angélica criou um quadro para aquilo que literalmente podemos chamar de programa. A ideia é uma só: selecionar brasileirinhas (também literalmente?) para desfrute da libido masculina do planeta Terra.
A chiadeira veio na hora, afinal, a ideia é um tapa na cara, tem que reagir. Tanto que (como diria o Faustão) o pai de Benício, Joaquim e Eva percebeu logo que havia mexido com o brio da galera e retirou do seu Facebook o anúncio que proclamava: “Carioca? Solteira? Louca para encontrar um príncipe encantado entre os gringos que estão invadindo o Rio de Janeiro durante a Copa? Chegou a sua hora… mande fotos e por que você quer encontrar um gringo ‘sob medida'”. Pronto, estava aberto o Bataclã do Caldeirão.
O reclame continuou no Twitter (sem deixar claro a que “medida” estava se referindo) e, tudo indica, o criador da Feiticeira vai bancar o carimbo no passaporte das incautas candidatas a delivery internacional. Está pagando pra ver. E vai. Uma amostra do que virá circulou nas redes sociais, em que muitos internautas não pouparam o mentor da Tiazinha de títulos nada nobres como rufião, proxeneta e cafetão. Apanhou sem dó. Bem feito.
Tenho uma visão rigorosa sobre a atração que as brasileiras nutrem por estrangeiros. Para mim, não passa de uma herança imemorial da Casa Grande, na qual a escrava ascendia à condição de mucama quando era escolhida pelo sinhôzinho. Essa submissão, com o fim da senzala, foi estendida para os povos ocidentais de países ricos e desenvolvidos. Uma perversão, portanto. Ou transferência, como diria um sequestrador em Estocolmo. Também tenho as minhas fantasias inconfessáveis — por favor, me julguem.
Não chego ao ponto de achar que o arquiteto do Lar Doce Lar esteja incentivando o turismo sexual. Não precisa. Como sabemos, não vão faltar mocinhas saltitantes que garantam a audiência e alguns caraminguás para engordar a conta bancária do apresentador do Lata Velha. O negócio dele é esse, lidar com nossas pobrezas. Inclusive as de espírito. Bom proveito a todos.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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