Queda de diretor da Enter compromete chances brasileiras de sediar o Miss Universo 2014


Caio Luiz de Carvalho participou da organização do concurso de 2011, em São Paulo, e negociava com Manaus, Rio, Ribeirão Preto e Porto Alegre

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Rodrigo Berton/Grande Prêmio/02.05.2013

A saída do ex-ministro Caio Luiz de Carvalho da direção da Enter-Entertainment Experience para assumir outras funções no Grupo Bandeirantes – ver relato de Flávio Ricco – provocou um forte estrago nas tratativas com a Miss Universe Organization para sediar o Miss Universo 2014 em uma cidade brasileira. Rio de Janeiro, Porto Alegre, Ribeirão Preto e Manaus pleiteiam esse direito depois que Fortaleza retirou sua candidatura, no último dia 20. Apreensivos, funcionários da Enter relataram à redação do TV em Análise Críticas que o país pode perder a sede da 63ª edição do Miss Universo exatamente por conta da troca de comando da Enter – era Caio Luiz, ministro do Turismo no (des)governo FHC, quem conduzia as negociações com as prefeituras das quatro cidades-candidatas, agora postas à deriva.
Funcionário do Grupo Band desde dezembro de 2010, Caio Luiz Cibella de Carvalho foi figura-chave nas negociações para São Paulo receber a 60ª edição do Miss Universo, realizada em 2011, iniciadas à época de sua gestão na SPTuris (empresa de turismo do município de São Paulo). Saiu da estatal exatamente para participar da criação da Enter, imediatamente após a assinatura dos contratos com a MUO, no dia 13 de dezembro de 2010. Atendendo desejo do narrador Luciano do Valle (1947-2014), fez da Fórmula Indy evento obrigatório do calendário paulistano até eclodir a crise na Enter, que quase comprometeu a organização do Miss Brasil 2013.
Antes mesmo da eleição da matogrossense Jakeline Oliveira no concurso nacional de beleza, a Band dispensou, só na Enter, 100 funcionários. Mais ou menos na mesma época, a Rede Globo iniciava a desmontagem da estrutura de sua empresa de eventos, a Geo, responsável por concertos e festivais de rock. Mais ou menos o mesmo processo de implosão pelo qual passa a Enter, que tem contrato de representação com a MUO até o ano que vem.

Marcos Ermínio/Campo Grande News/28.05.2014

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Evandro Hazzy, responsável pela chave do cofre do Miss Brasil (acima, em evento preparatório para o Miss Mato Grosso do Sul 2014), é quem vai assumir sozinho a inglória tentativa de fazer a barganha junto à MUO. Dentro da Band, especula-se que o missólogo gaúcho assuma a direção da Enter, mas ninguém confirma. Na prática, o comando da Enter vai passar para Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Band que participou de todo o projeto do Miss Universo 2011 ao lado de Caio, atuando na contratação de profissionais temporários só para prestar apoio local às equipes de transmissão e produção da NBC/Telemundo e da MUO.
E é exatamente Nogueira quem deverá se encarregar de participar da assinatura de contrato com a MUO para a sede do Miss Universo 2014, a ser escolhida no dia 8 de junho, durante o concurso Miss USA 2014, em Baton Rouge (Luisiana). Além das quatro capitais brasileiras, Pasay, Quezón (Filipinas), Las Vegas (Estados Unidos) e Macau (China) disputam o direito de receber o certame, cuja data está marcada para 8 de novembro. Não passa daí.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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