Assunto da semana: Como a vitória de Josh Kaufman não virou notícia


A final do sexto The Voice e a liquidação da temporada 2013-2014

Trae Patton/NBC/Divulgação/20.05.2014

Como parte da engrenagem de finais de realities e da temporada televisiva americana 2013-2014, o cerro do sexto ciclo de The Voice transmitido na última terça-feira (20) passou longe de ser um grande evento televisivo. Principalmente se comparado ao megaespectáculo que foi a final da 13ª temporada do American Idol, realizada na noite seguinte. Em termos práticos, Voice gastou mais tempo com falácia do que com música. Tanto foi que Josh Kaufman (equipe Usher) nem teve tempo de cantar após a proclamação do resultado.

Trae Patton/NBC/Divulgação/20.05.2014

Quinto programa mais visto entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos, The Voice decepcionou no quesito musical. Não emplacou sucesso comercial algum entre a fall-season passada e a temporada que se encerrou nesta semana. Se excedeu nos confessionários e nas ironias de seus treinadores (Adam Levine e Blake Shelton, em particular). Em dados momentos, se transformou num show de frivolidades, como se verificou nos VTs sucessivos do final de temporada. Uma autêntica encheção de linguiça desnecessária ao telespectador.

Trae Patton/NBC/Divulgação/20.05.2014

Colocado no Brasil pelo canal pago Sony de forma isolada para evitar confronto com o Idol, Voice, de um lado, cumpriu sua função nesta mid-season ao esvaziar a competição musical veterana, como de fato esvaziou: teve semana em que o próprio Idol registrou 6,9 milhões de telespectadores em um único episódio. Em outro, a competição musical da NBC não conseguia evitar derrotas constantes em total de telespectadores para Dancing with the Stars (nas exibições de 2ª feira) e NCIS (nas exibições de 3ª). Tarefa complicada.

Tyler Golden/NBC/Divulgação/20.05.2014

Sem a pompa do American Idol, a final do The Voice (como todo processo de produção), feita na Universal Studios de Universal City (região da Grande Los Angeles) passou longe de ser acontecimento, fato. Raros foram os veículos brasileiros que deram ênfase à vitória de Kaufman na competição criada por John De Mol (Talpa) e adaptada ao padrão americano por Mark Burnett (One Three Media). A despeito da ousadia, o que faltou a Kaufman serviu para Caleb Johnson: sua música de trabalho. Assim não dá. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (25/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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