Assunto da semana: Bonnie & Clyde, Mob City e telebiografias não terão tratamento igual em premiação


A separação de minisséries e telefilmes no 66º Primetime Emmy

TNT/Divulgação

Vigente desde 2011, a unificação das categorias de programação de minisséries e telefilmes não vai valer para a 66ª edição dos Primetime Emmys, marcada para a segunda-feira, 25 de agosto. Sem refletir nas demais segmentações (atuação, roteiro, etc.), a retomada da divisão de categorias para melhor minissérie e melhor telefilme, referentes à temporada televisiva 2013-2014 (que está em seus últimos momentos) beneficia de forma direta produções como Mob City, American Horror Story e Bonnie & Clyde. Ficam num saco só.

Allen Fraser/Lifetime/Divulgação

Noutro saco, para atender à crescente demanda de cinebiografias (Anna Nicole, The Gabby Douglas Story, A Grande Luta de Muhammad Ali, etc.), a Academia de Artes e Ciências da Televisão (ATAS, na sigla em inglês) decidiu no final de março restabelecer, de forma isolada, a categoria de melhor telefilme. Isso sem contar aberrações eco-tecnológicas tipo Sharknado, as quais não devem ter grande peso. Mas podem representar uma vaga crucial na disputa no segmento de produção de telefilmes. Lifetime, HBO e Syfy saem ganhando.

Syfy/Divulgação


Tara Reid em Sharknado: brecha para o Primetime Emmy

Exclusiva para a área de programação, essa mudança no regulamento do Primetime Emmy não quer dizer, necessariamente, que o sindicato dos produtores, o PGA, adote postura semelhante. Em sua premiação anual realizada entre janeiro e fevereiro, a entidade que acolhe os responsáveis pela cadeia de produção de minisséries e telefilmes trata essas produções de uma forma igual. E é assim que deve continuar sendo. Mesma coisa deverá continuar valendo para os Golden Globes e outras premiações de mid-season em 2015.

HBO/Divulgação

Além desta, a ATAS aprovou outras mudanças para o 66º Primetime Emmy, como acréscimo no número de indicações nas áreas de programação de séries cômicas e dramáticas e de atuação, roteiro e direção, separação de categorias de realities não competitivos e áreas de narração ou dublagem e fusão de categorias de direção técnica, trabalho de câmera e direção de vídeo. Em 2010, último ano da separação, Temple Grandin (HBO) fez a rapa entre os telefilmes, com cinco estatuetas. The Pacific venceu como minissérie. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (4/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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