Kotscho: Ituano campeão mostra que futebol não é só fama e grana


Com um elenco de jogadores modestos, que não ganham juntos o que um Rogério Ceni, um Pato ou um Ganso ganha por mês, o time do interior fez a festa no Pacaembu neste domingo

Por Ricardo Kotscho
Do R7

Foi mais do que justo: o pequeno Ituano mostrou aos grandes do futebol paulista que para ser campeão não bastam fama e grana. Com um elenco de jogadores modestos, que não ganham juntos o que um Rogério Ceni, um Pato ou um Ganso ganha por mês, o time do interior fez a festa no Pacaembu neste domingo, ao derrotar o Santos na cobrança alternada dos pênaltis, depois de ter jogado melhor a maior parte dos 180 minutos das duas partidas finais.
No dia em que o São Paulo foi acusado de entregar o jogo contra o Ituano no Morumbi, eliminando o Corinthians da fase decisiva do campeonato, eu escrevi aqui mesmo que ganhou quem tem mais time e jogou melhor, não houve nenhum cambalacho. O campeonato paulista, além de premiar o guerreiro Ituano, serviu apenas para mostrar aos dirigentes do São Paulo, do Corinthians e do Palmeiras que os times deles são muito ruins.
Os três grandes da capital jogaram fora caminhões de dinheiro em contratações bastante duvidosas e na construção de modernos centros de treinamento, não dando chance aos seus meninos, como fez o Santos, que chegou às finais com vários jogadores formados na Vila Belmiro.
Por ironia da vida, quem conduziu o Ituano ao título foram dois ex-jogadores do São Paulo: Juninho Paulista, no comando do clube, e Doriva, dirigindo o time. O meio de campo do Santos, com Arouca e Cícero, também foi formado por dois ex-são paulinos.
Abaixo os cartolas da velha guarda, que ainda vivem no tempo de Vicente Matheus, o caudilho derrubado pela Democracia Corintiana, como contei no post anterior. A democracia que reconquistamos faz trinta anos precisa chegar urgentemente ao futebol para que a luta de Sócrates e Cia. não tenha sido em vão.
Viva o Ituano!

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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