A história do jornalista que foi demitido da Globo por usar a palavra ‘pêlos públicos’


Leonel da Mata hoje é fazendeiro

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Agência OX/Divulgação


O repórter e seus peixes

Brasília, janeiro de 1989. O repórter Leonel da Mata cumpria pauta para o jornal nacional quando o deputado federal Antônio Paes de Andrade (PMDB-CE) teceu um comentário maldoso sobre seu bigode: “São meus pêlos públicos”, rascou o deputado numa sonora captada por da Mata e interceptada pelos responsáveis pelo jornalismo da Rede Globo em Brasília, àquela altura já capitaneados por Alexandre Garcia, egresso da Manchete havia menos de um ano.
O incidente fez Leonel processar a Globo por demissão sem justa causa. Após o incidente, o repórter mineiro foi trabalhar no SBT. Atualmente, Leonel trabalha como fazendeiro e iniciou em 1995 um pequeno projeto que resultou na cadeia de restaurantes Peixe na Rede.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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Uma resposta para A história do jornalista que foi demitido da Globo por usar a palavra ‘pêlos públicos’

  1. Paulo Louzada disse:

    Creio que você esteja equivocado João Lima. Pelo que eu me lembro a história foi assim: Leonel da Mata numa entrevista, perguntou brincando se o deputado Paes de Andrade pintava o bigode, o que era obvio, pois um indivíduo com 200 anos de idade tinha cabelos e bigodes mais pretos que urubu. Isso desagradou imensamente o deputado que relutou em responder, fazendo ele brigar com Leonel chamando-o de atrevido, empurrando o microfone pra distante de sua boca, e Leonel continuou irônico insistindo na pergunta afirmando que o deputado não queria admitir, mas pintava sim seu bigode. Foi cômica a cena, mas infelizmente custou-lhe a carreira. No Brasil é assim! Políticos mandam mais que a verdade, mais que a razão, mais que a Lei, pois estão acima dela, criando-as, alterando-as e transgredindo-as das formas que lhes convém, por isso são os principais bandidos da face da terra. Em nenhum lugar, em nenhuma nação existe bandidos tão perigosos, que faturam tão alto de forma tão ardil quanto os bandidos empossados neste país.

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