Com mais de 50% do reinado cumprido, Erin Brady está sem saber quando coroará sua sucessora no Miss USA 2014


Briga entre NBC e CBS pelos direitos do concurso a partir deste ano desestimula voluntários e aumenta angústia de coordenações estaduais

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Ethan Miller/Getty Images/16.06.2013


Sucessão de Erin Brady no Miss USA 2014: para onde vai?

A batalha campal já declarada entre as redes americanas NBC e CBS pelos direitos de transmissão dos concursos Miss Universo, Miss USA e Miss Teen USA no período de 2014 a 2018 já provoca um clima de ceticismo e desânimo entre as centenas de voluntários que trabalham para a Miss Universe Organization, em Nova York. Um integrante de uma ONG parceira da MUO, que pediu para não ser identificado com medo de represálias, disse à reportagem do TV em Análise Críticas estar cansado com o impasse criado com a desistência de Doral (Flórida) em sediar o concurso Miss USA, primeiro dos três eventos da MUO que habitualmente tem sua data confirmada até o início da primeira quinzena de março. Com cinco dias já transcorridos deste mês, a MUO não tomou qualquer providência acerca dos papéis relacionados aos direitos de TV dos três concursos.
Representantes de empresas que patrocinaram eventos da MUO nos últimos três anos já demonstram apreensão com uma eventual saída do Miss USA e Miss Universo da NBC para a CBS. Temem que o preço do comercial de 30 segundos de cada certame se superfature em relação aos US$ 250 mil cobrados no Miss Universo 2013. Oito empresas – Yamanay, Farouk Systems, Diamond Nexus, Chinese Laundry, New York Film Academy, Sherri Hill, Image Skincare e OPI – compraram os blocos comerciais das transmissões gravadas do certame nos Estados Unidos, levadas ao ar pela NBC e por seu braço hispânico, a Telemundo. No Miss USA 2013, o custo dos intervalos comerciais da transmissão do certame na NBC foi repartido entre 11 empresas – Farouk, Chinese Laundry, Diamond Nexus, Image Skincare, NYFA, OPTX rhode island, Rain Cosmetics, Sherri Hill, Vix Paula Hermanny, Bold Body Bronzing e Up 2 Date Fashion. Estima-se que na etapa americana do Miss Universo 2013, cada empresa tenha desembolsado à NBC cerca de US$ 45 mil para expor suas marcas, fosse em comerciais de 30 segundos, fosse em inserções publicitárias durante a transmissão. Segundo fontes da área comercial da NBC, o pacote completo do Miss USA 2013 custou a cada anunciante cerca de US$ 250 mil – menos que os US$ 400 mil cobrados na exibição do jogo 6 das Finais da NBA entre Miami Heat e San Antonio Spurs (ABC), que concorreu com o certame na faixa das 21 às 23h (horário da costa leste americana). A fonte de uma dessas empresas disse estar preocupada com a inércia de Donald Trump e da presidenta da MUO, Paula Shugart, em resolver o caso da sede do Miss USA 2014, cuja data já foi postergada para o dia 20 de julho, depois da Copa do Mundo FIFA do Brasil. “Isso é um acinte o que eles fazem. Tentam vender [o concurso] como se fosse peixe podre de feira, embalado em jornaleco do Rupert Murdoch da FOX e do American Idol, disse, revoltado, o diretor de uma das companhias, que pediu para ter sua identidade preservada.
Até esta quarta-feira (5), Erin Brady cumpriu mais de 50% de seu reinado como Miss USA 2013 e a data da coroação de sua sucessora já deveria ter sido fixada pela MUO. Não o foi por causa do impasse televisivo, que deve custar cerca de US$ 20 milhões a menos para os cofres da Trump Organization, cujo CEO, Donald Trump, foi apontado como o pior do mercado de acordo com estudo da consultoria californiana Reputation Management Consultants (RMC), publicado no final de fevereiro. À parte do Miss Universo e Miss USA, a The CW negocia a aquisição, em nome da CBS Corporation (dona de 50% da rede dedicada ao público jovem), dos direitos do concurso Miss Teen USA por igual período. Para fechar o negócio, a CW teria de ouvir os outros dois principais acionistas do canal – a Warner Bros. e a Tribune Company, donas da outra metade das ações, que tornariam a transação ainda mais complicada.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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