Assunto da semana: O que aprendemos dos jogos da neve na Rússia


Lições que as emissoras brasileiras tiraram de Sochi 2014

Andrej Isakovic/AFP/23.02.2014

Mais distribuída em relação aos jogos de Vancouver 2010, a cobertura das XXII Olimpíadas de Inverno encerradas no último domingo (23) em Sochi (Rússia) deixou um importante recado às três redes abertas que transmitiram o evento no Brasil – Record, Bandeirantes (mais experientes) e Globo (em pleno noviciado de esportes de gelo). A despeito da dispersão de horários entre as três redes (a exemplo do que já acontece nas Olimpíadas de Verão desde sempre), as competições na neve atraíram mais público que a Record sozinha.

John Macougall/AFP/20.02.2014

Somadas, as audiências das três redes envolvidas no pool de Sochi 2014 (como parte do acordo de transmissão para os jogos do Rio, em 2016) chegaram a 8,6 pontos na medição do Ibope realizada na Grande São Paulo – 1,6 ponto a mais que o aferido pela Record nos jogos de Vancouver. Se, de um lado, a Band saiu com mais carga de cobertura a despeito de não ter mandado nem os zumbis do The Waking Dead para a Rússia, Globo e Record realizaram coberturas mais acanhadas e se valeram de Sportv e Record News para completar a carga.

Jonathan Nackstrand/AFP

Se, do lado brasileiro, o quesito audiência correspondeu no conjunto ao Ibope de um capítulo de Pecado Mortal (Record), A Liga (Band) ou Encontro (Globo, só para citar as detentoras dos direitos olímpicos), na vertente americana coordenada por cinco emissoras da NBCUniversal (NBC, MSNBC, CNBC, NBCSN e USA Network) a festa foi total. Com panfletagem digna de Padrão Globo dos anos 1970, a NBC comemora o feito de ter conquistado a preferência de três em cada quatro telespectadores americanos. Não é mentira.

David Gray/Reuters/19.02.2014


Isadora Williams – patinação artística

Com esses números nas mãos, a televisão aberta e fechada brasileiras sai de Sochi 2014 com uma importante lição de cobertura de esportes na neve. Pronta para Pyeongcheang 2018 (a depender de negociações futuras), a malha de emissoras que acompanhou os atletas brasileiros em esportes como patinação artística, bobsled, esqui alpino e skeleton precisa aprender um pouco mais a cobrir essas modalidades com a mesma profundidade de esportes de verão, como vôlei de praia e de quadra, futebol, atletismo e ginásticas. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (2/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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