Assunto da semana: Cover da Cher para o casal 20 do crime na Grande Depressão americana


Batidas de rock progressivo para a minissérie Bonnie & Clyde

Joseph Viles/History Channel/Divulgação

Mais que as atuações de Holliday Grainger (Os Borgias) e Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem), a regravação de Nico Vega para Bang Bang soou mais interessante que o enredo da minissérie Bonnie & Clyde, que por culpa do show de Bruno Mars e Red Hot Chilli Peppers no Super Bowl XLVIII tive que assistir em reprise do History Channel levada ao ar no sábado (8). Soou mais pesada que a balada original, gravada em 1966 por Cher e composta por seu então marido, Sonny Bono (1935-1998). Isso sem contar a baboseira hair-metal gravada em 1987.

History Channel/Reprodução de vídeo

Para se ter uma ideia, Nico Vega não se trata de um intérprete individual e sim de uma banda de rock alternativo, originária de Los Angeles. O torque vocal de Aja Volkman (também integrante do duo Egyptian) impressiona mais que a doçura de Nancy Sinatra (cuja versão foi usada por Quentin Tarantino no primeiro volume de Kill Bill [2002]). Basta ouvir a versão gravada para a TV, digna, aliás, de indicação ao Primetime Emmy específico. Nada que desmereça o trabalho de Craig Zadan e Neil Meron (Smash e festas de entrega do Oscar).

Fotos Adam Taylor/A&E/Divulgação e Joseph Viles/History Channel/Divulgação

A ênfase na gravação musical do tema da minissérie Bonnie & Clyde tornou a trama menor em si para quem a perdeu. Para quem acompanhou parte da trama (sem recorrer a comparações com o filme de 1967 com Faye Dunaway e Warren Beatty, pois este não é um caderno de cinema), Bonnie & Clyde: Dead And Alive (como figura no verbete da Wikipeda anglófona) é uma autêntica ópera de crime, sexo implícito e rock n’roll, que tem dois vencedores de Oscar, William Hurt (1986) e Holly Hunter (1994) em plena Depressão.

Joseph Viles/History Channel/Divulgação

Ambientada entre 1931 e 1934, a ária de sangue de Bonnie Parker e Clyde Barrow (escrita por John Rice e Joe Bateer) começa em pirâmide invertida, com curiosos cercando o carro crivado de rajadas de metralhadoras e os corpos de ambos banhados de vinho tinto de sangue, derramado pelas armas da repressão policial desferida por Frank Hamer (papel de Hurt). Como acontece em muitas reportagens do Ronda do Povão. Em termos, dá para arriscar 11 indicações dessa trama ao 66º Primetime Emmy, em 25 de agosto. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (16/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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