Se vivo estivesse, Dom Eugênio Salles não deixaria a Globo passar beijo gay. Nem em selinho


Morto em julho de 2012, arcebispo emérito do Rio era amigo do sr. Roberto Marinho

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/TV Globo


Mateus Solano e Tiago Fragoso: to be or not to be?

Possibilitada pelo novo diretor geral da Rede Globo, o jornalista gaúcho Carlos Henrique Schroeder, 55, a exibição de um “beijaço” gay (em descrição do repórter Fernando Oliveira, do portal R7) na novela Amor à Morte fez tremerem nos respectivos túmulos o arcebispo emérito do Rio de Janeiro Dom Eugênio Salles (1920-2012) e o fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho (1904-2003). Em 1988, Salles pediu a Marinho que barrasse cena semelhante entre as personagens Maria de Fátima (Glória Pires) e Helena Roitnam (Renata Sorrah). Assim foi feito.
Em 2005, mesmo com Roberto Marinho já morto, esforço semelhante foi posto a perder em América: os atores Bruno Gagliasso e Eron Cordeiro chegaram a gravar a cena em dois planos – com e sem beijo. Ainda assim, prevaleceu a palavra dos porta-vozes de Dom Eugênio no Jardim Botânico: não, não e não! Entre eles estavam o então diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, e o próprio presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, que nada podia fazer ante as reclamações de entidades do pedigree de Closed Clube, Igapa Clube, Granf Clube, TFP, Senhoras de Santana, Concepab, dentre outras. Reduziram o “beijaço” à troca de carícias. Isso, apesar do “selinho” teatral de Alinne Moraes e Paula Picarelli em Mulheres Apaixonadas, de dois anos antes.
Com a autocensura imposta na Globo à época, coube a uma novela do SBT (Amor e Revolução, 2011) ambientada na “ditabranda” militar quebrar esse gelo. Nada relacionado às competições de hóquei ou patinação artística que começarão nesta quinta-feira (6), em Sochi (Rússia), como parte do programa das XXII Olimpíadas de Inverno. Vide Gisele Tigre e Luciana Vendramini.

Reprodução/SBT

Em tempo: Lesionados, Evan Lysacek e Lindsey Vonn desfalcarão o time de “estrelas” da Globo/Band/Record em Sochi. Vão atuar como comentaristas para a rede de canais pagos da NBCUniversal e para a própria NBC.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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