Provocador: ‘Aluna’ do CQC vira cheerleader do imperalismo yankee da Globo


Monica Iozzi vai ao BBB e diz adeus a si mesma

Marco Antônio Araújo
Do R7

Fotos Arquivo/Band/Divulgação e AP Images


Iozzi como CQC e cheerleader do Baltimore Colts, nos anos 1960

A ex-CQC Monica Iozzi foi contratada como “repórter” do BBB. Gentilmente, podemos dizer que ela foi promovida. A grande vantagem é que no reality show da Globo o humor é involuntário. Provavelmente, não teremos mais que ficar constrangidos com as desastrosas incursões humorísticas da moça.
Outro avanço considerável na carreira de Iozzi é que ela não precisa mais humilhar ninguém — principal tarefa (talvez a única) que ela exercia no circo de horrores da Band. Agora, haverá bem menos trabalho: os participantes do BBB se expõem ao ridículo voluntariamente.
A nova contratada recentemente declarou que pretendia investir na carreira de atriz. Como é impossível fazer jornalismo no programa do Boninho, faz sentido a ameaça que ela fez ao se desligar do CQC. Resta saber que personagem ela vai interpretar nessa nova empreitada.
Se tudo der certo, em breve a veremos em entradas ao vivo na Sapucaí. Tudo minuciosamente programado para que o auge seja atingido ao ganhar um quadro no Zorra Total e posar nua para a Playboy. Não riam: até Fernanda Young foi considerada bonita pelos diretores da revista. O Brasil está em crise, alguém duvida?
Pessoalmente, lamento os rumos tomados por Monica Iozzi. Confesso nutrir alguma simpatia por ela. Apesar de seus maus antecedentes, sempre achei que ela tinha talento. Coisas do coração. Mas agora ficou difícil se dar ao respeito. Mesmo com um salário maior, fica a impressão de que ela não gosta de trabalhar. Que desperdício.

Nota da redação do Críticas: Recomenda-se, para o caso da comparação de Iozzi com as cheerleaders americanas, ler O Livro Negro da Invasão Branca (edições O Cruzeiro, 1966), do senador João Calmon, que denunciou a trama diabólica entre Globo e Time-Life para a montagem de seu canal de TV no Rio. Àquela altura, a famíglia Marinho já comprara a TV Paulista, onde passava o Programa Sílvio Santos (J.E.L.).

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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