Assunto da semana: Cubram seus corpos de vergonha, angels


Show de lingerie da Victoria’s Secret é menos atraente que VMA

CBS/Divulgação

A despeito da megaprodução que se desenhou, o resultado artístico da edição 2013 do Victoria’s Secret Fashion Show, exibido no Brasil pelo canal pago TNT (descontadas as reprises) e SBT entre o domingo (22) e a segunda-feira (29), quase na mesma hora (maldita Rede Fuso!), mostrou ser menos interessante do que parecia ser, pelos borbotões de imagens veiculados em sites especializados em gentinha do meio artístico. Comentário da Isabella Fiorentino não me interessa e sim o escopo do que foi cá apresentado a partir da gravação da CBS.

CBS/Divulgação

Na comparação com a carta musical do Video Music Awards da MTV, o VSFS deixou um pouco a desejar. Pareceu concerto de casa de tolerâncias, a julgar do piano de 50% do duo A Great Big World (dono da voz de Say Something, que coroou o casal Alex & Sierra como vencedores do The X-Factor, lembram?). Combinada com o slow motion da edição aparentemente digna de indicação ao Primetime Emmy, a interpretação soou como um convite à depressão. Hoje não tem mais Reginaldo Rossi para cantar Garçom.

CBS/Divulgação


Um show de modas e Modess®

Com o cartel de modelos brasileiras centrais resumido a Adriana Lima, Alessandra Ambrósio e só na edição de vídeo, aliado com Behati Prinsloo, noiva sul-africana do Adam Levine do The Voice, o VSFS 2013 teve um crescimento tímido de telespectadores em relação ao ano passado – 400 mil num universo macérrimo de 9,7 milhões de telespectadores (nada relacionado às modelos, por favor), para a transmissão da CBS. Sobre a exibição no SBT, o Ibope não emitiu nenhuma linha de tecido de dígito até o fechamento desta matéria.

CBS/Divulgação

Concebido como espetáculo televisivo, em 2001, na ABC, o Victoria’s Secret Fashion Show parece menos glamoroso que na fase Bündchen/Klum/Banks. Sem a trifecta em questão, desvalorizaram-se os preços dos sutiãs milionários (culpa de Bernard Maddoff, sua quadrilha e da crise econômica global de 2008). Na CBS desde 2002, já atraiu a fúria de ambientalistas porraloucas ávidos por 9 segundos de fama para um especial de 43 minutos (fora comerciais da grife em questão). Mais ou menos a edição que passou na TNT. Feliz Ano Novo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (29/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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