Para 62,5% dos internautas, Rede Globo pagou eleição de matogrossense Jakelyne Oliveira como Miss Brasil 2013


Chevron, que operou propinas no certame carioca, agiu também no nacional para 25% dos leitores do Críticas; semelhança com namorada de craque da Selecinha pesou no resultado

Da redação TV em Análise
(Atualizada em 24/12/2013, às 20h06)

Divulgação/AgNews/02.07.2013


Jakelyne, como Marquezine, “contratada” da Globo

A Rede Globo de Televisão (parceira da Bandeirantes no duopólio de parte do futebol brasileiro) foi a grande financiadora da eleição da universitária matogrossense Jakelyne Oliveira como Miss Brasil 2013, segundo enquete encerrada nesta terça-feira (24) pelo TV em Análise Críticas. Para 62,5% dos oito internautas que participaram da enquete, a emissora da famíglia Marinho teve papel decisivo na compra de votos – e há provas mais robustas que músculo de lutador do UFC: no último dia 10, o Críticas publicou que o Instituto Innovare, organização não-governamental de juristas presidida pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, que tem a Globo como parceira, ofereceu propinas de R$ 65 mil aos jurados artísticos e técnicos do certame do qual Jakelyne fora eleita para representar o Brasil no Miss Universo 2013.
Para 25% dos leitores, a multinacional petrolífera americana Chevron (que já havia oferecido propinas aos jurados do concurso Miss Rio de Janeiro 2013) financiou a eleição de Jakelyne como Miss Brasil. Apenas 12,5% dos leitores afirmaram que a organização cristã conservadora Tradição, Família e Propriedade (TFP), aliada do golpe militar de 1964, operou o esquema de compra de votos dos jurados da etapa brasileira do Miss Universo 2013.

Dedo da CBF por trás

Também contribuiu para a votação dos internautas do Críticas em favor da tese da Globo a exploração, por parte da mídia do eixo Rio-São Paulo antes e após o concurso nacional, da semelhança física entre a eleita no Miss Brasil 2013 e a atriz de novelas Bruna Marquezine, contratada da Globo e namorada do jogador Neymar, do Barcelona e da Selecinha. Especialistas esportivos ouvidos pelo Críticas entendem que a eleição de Jakelyne foi armada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com o intuito de fazer da mato-grossense vitrine para a Copa do Mundo caso vencesse o Miss Universo 2013 – acabou em quinto lugar. “A Globo, a CBF e o Clube dos 13 perderam uma excelente oportunidade de tirar proveito (eleitoral [em favor da quadrilha de Aécio Neves]) da imagem internacional que a Jakelyne teria”, avalia um dos especialistas, que pediu anonimato.
Alguns ex-funcionários da Enter também pensam a mesma coisa: se Jakelyne tivesse vencido o certame em Moscou, realizado na tarde de 9 de novembro, cairia fácil nas manchetes internacionais “dada à sua semelhança física com uma atriz de novela da Globo”, relatou a fonte, sem citar diretamente o nome de Marquezine. Uma ex-produtora assistente do concurso, realizado no Minascentro, em Belo Horizonte, revelou ao Críticas que pessoas ligadas ao presidente da CBF, José Maria Marin, ex-governador de São Paulo durante a “ditabranda” militar (15 de maio de 1982 a 15 de março de 1983) que roubou uma medalha de jogadores do Corinthians na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2012 (vídeo abaixo), interferiram para que Jake, como é conhecida nos meios missológicos, não fosse apenas classificada entre as 15 semifinalistas, mas eleita de forma imediata, sem precisar de qualquer avaliação dos jurados.

Procuradas pela reportagem do TV em Análise Críticas, Chevron, Enter, Globo, CBF, TFP, a assessoria pessoal de Jakelyne e a coordenação do concurso Miss Mato Grosso não quiseram se manifestar.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Para 62,5% dos internautas, Rede Globo pagou eleição de matogrossense Jakelyne Oliveira como Miss Brasil 2013

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