As diatribes de Daniel Castro, PSDB e associações de publicitários contra a Rede Record


Caça às bruxas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução


Na foto, Torquato Neto como blogueiro de TV do UOL(*)

Quem tem saco para acessar o bloguinho Notícias da TV (ATENÇÃO: Nada relacionado ao suplemento televisivo dominical Notícia da TV do Jornal Meio Norte, do qual sou colaborador), se depara com um monte de notícias enfezadas contra a Rede Record de Televisão desde o final de setembro último. Não à toa, o mês em que a emissora mais antiga do país completou 60 anos em meio a um extenso programas de contenção de despesas e corte de pessoal, necessários em tempos cruéis para a TV aberta brasileira.
Na capa do dejeto de blog na antevéspera de Natal (2ª feira, 23/12), Castro planta uma manchete intimidadora contra o Departamento de Jornalismo da Record, dirigido por Douglas Tavolaro: “Jornalismo verdade? Entidades advertem Record por perseguição a anunciantes“. Com todo fel e ódio de quem deixou o portal R7 em setembro último supostamente por estar se matando jornalisticamente (Comunique-se, 16/09/2013), Castro publica que “as duas principais entidades representativas dos anunciantes e das agências de publicidade do Brasil (ABA e ABAP, aliadas da Rede Globo e seu jornalismo pornô surubão de esgoto de viela da Guuabiraba da Gracyanne do Tchakabum do IML de Garanhuns) enviaram uma carta à Record em que advertem a emissora por usar o jornalismo para perseguir empresas que não anunciam na rede”. Toda a implicância das duas entidades veio por causa de reportagens investigativas denunciando fraudes no banco sino-britânico HSBC e presença de substâncias cancerígenas na fórmula tradicional da Coca-Cola, uma das patrocinadoras da Copa do Mundo da FIFA.
Bancando o Nosferatu do Torquato Neto (1944-1972), Castro escreveu que as entidades ‘notificaram a Record de que “é preciso tomar muito cuidado para não ultrapassar o que é ético’ no exercício do jornalismo crítico”. Ora, fazer jornalismo que mostre a verdade dos fatos, sem máscaras de press-releases, publicistas ou o que o diabo valha não pode, mas o Danilo Gentili fazer piada homofóbica e contra piauiense e o Marcelo Madureira chamar o Lula de picareta pode?
Abaixo, a matéria denúncia contra a multinacional americana que motivou a ira dos publicitários tucanos (exibida originalmente em 13/09/2013 – reportagem de Natália Leite):

Após essa reportagem, uma decisão judicial publicada em novembro favoreceu a Coca-Cola. Segundo o jornalismo da Record, o consumidor focalizado na matéria vai recorrer (Fala Brasil, 13/11/2013).
Como até o reino mineral de Michael C. Hall e o “melhor do Carnaval” sabem, Daniel Castro, ex-funcionário do jornal Folha de S. Paulo entre 1999 e 2009, move uma perseguição vil contra a Record e seus ex-colegas. Pratica bullying jornalístico torpe, desesperado, de forma a favorecer os enfezados das redes sociais que entram no Facebook para destilar rancores contra a emissora que tomou da Globo o direito de televisionar a vitória da judoca piauiense Sarah Menezes, em 28 de julho de 2012 (Um dia, portanto, após a Cerimônia estrelada de Abertura das Olimpíadas de Verão de Londres, com sir Paul McCartmey, Kenneth Branagh e direção de Danny Boyle).
À época da denúncia contra o HSBC, o Sindicato dos Bancários de Curitiba (sede da filial brasileira da instituição), reproduziu a pauta repercutida no portal R7. Texto:

Jornal da Record expõe denúncias sobre o HSBC

O HSBC (Hong Kong and Shanghai Banking Corporation), um dos maiores bancos do mundo, está no banco dos réus. A instituição financeira reconheceu nesta terça-feira (5) em Londres que está sendo investigada por participação em um esquema de manipulação de taxas de câmbio internacionais, mercado que movimenta US$ 5,5 trilhões por dia.
Nos Estados Unidos, a Justiça obrigou o banco a pagar uma indenização de quase R$ 6 bilhões (US$ 2,5 bilhões) a 10 mil correntistas que investiram em ações do banco que valiam menos do que o HSBC anunciava. No fim do ano passado, a instituição já havia pagado uma multa de US$ 1,9 bilhão em acordo firmado no tribunal de Nova York.
No balanço do primeiro trimestre deste ano, o HSBC afirma que pode ser obrigado a pagar mais uma multa ao governo americano no valor de US$ 1,6 bilhão. A multa seria uma compensação pela venda de títulos assegurados por dívidas imobiliárias que, mais uma vez, não tinham o valor que o banco garantia que tinham. Papéis similares a esses foram os responsáveis por detonar a crise econômica mundial em 2008.

Lavagem de dinheiro e terrorismo

A justiça norte-americana investiga o HSBC há dez anos e desde então alerta para o esquema de lavagem de dinheiro de traficantes de drogas mexicanos usando a instituição.
O professor de direito da Universidade de Columbia John Coffee afirma que, em agências mexicanas do HSBC, traficantes chegavam com malas de dinheiro para depositar.

— Ninguém foi parar na cadeia. Se os executivos estavam ganhando dinheiro, podem voltar à mesma prática, a não ser que alguém seja preso.

O banco também é acusado de realizar transações com instituições financeiras sauditas acusadas de financiar terroristas. Em outra infração, fez negócios com países considerados inimigos dos Estados Unidos, como Sudão e Irã.
Na Argentina, a Receita Federal local descobriu que quase R$ 180 milhões (US$ 80 milhões) passaram ilegalmente por seus cofres em faturas falsas e operações fraudulentas do HSBC. O banco deixou também de recolher mais de R$ 100 milhões em impostos no país da presidente Cristina Kirchner.
Em comunicado, o HSBC admitiu os erros e se comprometeu a não repeti-los. Atualmente o banco tem sede em Londres e agências em 85 países. No Brasil, segundo o Banco Central, está entre as três instituições financeiras com maior número de reclamações de correntistas.

Em tempo: O blog que Daniel Castro colocou no UOL(*) recebeu patrocínio-master de uma operadora de TV a cabo (NET, ligada a Globo, controlada pela mexicana América Móvil, do sr. Carlos Slim) e de uma programadora americana de TV paga (a Turner, via Warner Channel). Cabe a pergunta: é ético um jornalista de TV trabalhar atado a interesses estrangeiros como esses?

(*)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(**) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(**)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit, deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Globelezação, Imprensa monopolista, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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