Meyrielle Abrantes: complexo de vira-lata


Eu, você, depois
Quarta-feira de cinzas no país
E as notas dissonantes se integraram
Ao som dos imbecis

(Saudosismo, Gal Gosta, 1969, composição de Caetano Veloso. Serve para a Miss Pernambuco 2003 que foi casada com um inimigo do governo Lula/Dilma)

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

J.R. Duran/Playboy/Divulgação

“Desigualdade social é uma constante em nossa realidade principalmente no Nordeste, somos pouco ou quase nada favorecidos, isso desmotiva nosso povo que sofre tanto com a fome, sede, seca, miséria e desemprego. O maior bem que um país pode dar a seus habitantes, é saúde e educação de qualidade, coisas que infelizmente em nosso Brasil, estamos longe de alcançar. Eu torço muito, por ser brasileira, nordestina e pernambucana , em um país melhor pra se viver pra todos nós!”

A declaração acima, extraída da entrevista que a ex-miss Pernambuco Meyrielle Abrantes deu ao blog especializado Diário Playboy Brasil só reforça a vira-latice desse produto cultural, dejeto do projeto de misses da Rede Globo, sublicenciado à Rede Bandeirantes desde 2003, ano em que a então esposa do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) competiu no Miss Brasil.
De uma infelicidade torpe, Meyrielle tenta desqualificar as conquistas sociais obtidas inclusive em seu próprio Estado, Pernambuco, nos governos de Luís Inácio Lula da Silva (nativo de Garanhuns) e de sua sucessora, a ex-guerrelheira Dilma Rousseff.
No corpo da entrevista, Meyrielle apenas reforça o discurso do projeto neoliberal de Destruição do Brasil, representado em Pernambuco por seu agora ex-marido, boquirroto de tribuna dos bacanais globais da direita conservadora de mervais e Lobões drogados e dopados. Lamentavelmente, as faculdades de jornalismo do Brasil ArtPop da Morena Baccarin fabricam genéricos de Lamar Odom travestidos de Dráculas do mau jornalismo de esgoto, residentes em detritos de maré baixa (no rio Capibaribe, que corta o centro de Recife, há vários deles, facilmente confundíveis com imbecis de redação que endossa os pornôs jornalísticos da direita conservadora).
Meyrielle posou nua para um pornô da direita conservadora, a Playboy, da Abril, ligada ao grupo sul-africano Naspers, que manteve Nelson Mandela (1918-2013) preso por 27 anos, e isso todo mundo já sabe. Até o reino mineral de Michael C. Hall e o “melhor do Carnaval”.

Como mostra a canção de Gal Costa, Meyrielle foi miss num tempo que o Brasil recebeu uma herança maldita de uma quadrilha de imbecis – FHC, Pérsio Arida, José Serra, Sérgio Guerra, Aécio Neves, o próprio Jarbas e jornalistas-doberman do pedigree de Ali Kamel, Diogo Mainardi, Mário Sabino, Merval Pereira, Renata Lo Prete, Eliane Catanhêde, Renata (Court[e]ney Cox Love-Hewitt) Fan, Juca Kfouri, Ricardo Boechat, Raquel Welch Sheherazade e músicos decadentes como Lobão, afundado nas drogas como Odom e a saudosa Whitney Houston.
Pregar discurso de “saúde e educação de qualidade” é dar ração a imbecis como os do Movimento Passe Livre, do Procure Saber, do Instituto Millenium e do Instituto Innovare, que, junto com as empreiteiras Mendes Júnior e Santa Bárbara, operaram o esquema de propinas para os jurados preliminares do Miss Universo 2013, com o intuito de classificar a brasileira Jakelyne Oliveira no lugar da russa Elmira Abdrazakova, favorita das turmas de Donald Trump e do mafioso Aras Agalarov.
A propósito: detalhes dessa trama sórdida virão mais adiante, depois do BCS Champhionship Game, entre Auburn Tigers e Florida State Seminoles, no dia 6 de janeiro. Que a Globo também não vai transmitir (e sim a ESPN).

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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