A entrevista de Antonia Fontenelle ao blogueiro Fernando Oliveira sobre Tá Tudo em Casa


Atriz candanga-piauiense está no elenco de especial de humor que a Record exibe neste domingo, imediatamente após o DE

Do R7

Rede Record/Divulgação


Antônia Fontenelle: figurino com inspiração em
Sofia Vergara, de
Modern Family

Depois de viver a irreverente Marlene, em Balacobaco, Antônia Fontenelle voltou à Record para um dos especiais de final de ano da casa. Em Tá Tudo Em Casa, escrito por Letícia Dornelles e dirigido por Edgar Miranda, a atriz dá vida a Gigi, uma mulher alto astral que adora funk, pagode e ao mesmo tempo se acha uma dama da alta sociedade. No elenco da atração ainda estão nomes como Juliana Silveira, Claudio Gabriel, Camila Rodrigues e Angelina Muniz, entre outros. O sitcom vai ao ar no dia 8, após o Domingo Espetacular. Antonia conversou com o blog Mundo da TV sobre o especial.

Como surgiu o convite para o seriado?
Na verdade eu estava conversando com o Ignacio Coqueiro pra fazer A Nova Família Trapo. Um dia acordei e li na imprensa que estava no “Tá Tudo em Casa” e fiquei surpresa, corri para ligar para o Edgar Miranda. Ele me disse: “Escalei você, vem comigo. Quero você no meu especial”. O engraçado que tanto a Família Trapo quanto Tá Tudo em Casa são da mesma autora.

É difícil ter de decidir entre dois diretores?
Eu adoro os dois, mas a gente fica confusa nessas horas! Liguei para o Ignacio Coqueiro (diretor da Família Trapo), mas ele me liberou, disse que o texto ainda não estava pronto na época, que não iria me deixar esperando. Eu acho incrível que os diretores pensem em mim para papéis, ser lembrada para um trabalho, num meio em que há tanta oferta para pouca demanda. Me sinto tão honrada. Sou de uma gratidão que não tem dinheiro que pague.

E sua personagem?
Quando aceitei o convite o Edgar me alertou dizendo que não seria a protagonista, que teria um papel menor, mas que o seriado é meio inspirado em Modern Family. Ou seja: se virar fixo no ano que vem, um personagem ganha destaque a cada episódio. Mas já fui avisando que não ligo para isso. Quero brincar, somar, me divertir. Faço a Gigi, uma cabeleireira deliciosa, animadíssima, que gosta de funk e pagode, completamente excêntrica. Ao mesmo tempo ela acha que é elegantérrima, dona do melhor salão de Copacabana. (risos) Na verdade, quando li o texto, queria fazer outra personagem: a empregada. Tinha medo que a Gigi ficasse parecida com a Marlene, de Balacobaco, mas não foi o caso. Coube a mim achar um detalhe, uma postura, que diferenciasse uma da outra. Não ficou parecido e adorei fazer. O elenco também é incrível. Não tinha um que eu não conhecesse de outros carnavais.

Rede Record/Divulgação


Com a parceira de cena Angelina Muniz:
“Conheço o elenco de outros carnavais”

Acha que as pessoas pensam que você tem cara de rica?
O ator não tem de ter cara. Mas acho que a TV tem medo de arriscar. Tenho amigos que são grandes atores no teatro e no cinema mas ainda não tiveram chance na televisão. Acho que isso se deve um pouco à velocidade da indústria. Mas, se me derem uma empregada vou fazer muitíssimo bem feito. Se me derem uma vilã, também. Pessoalmente, sinto falta de uma grande aposta em mim, alguém que chegue e me dê um grande papel. Mas isso não depende de mim. No teatro, eu escolho o que faço, na TV, não. Quanto a ter cara de rica, talvez seja porque, inicialmente, as pessoas veem a Antonia, depois a personagem. Mas, como tenho uma personalidade muito forte, não tem como não contaminar um pouco o personagem. O importante é estar trabalhando.

Peter “Hooper” Stone/ABC/Divulgação


Vergara: inspiração para Fontenelle

Assiste Modern Family, referência para o seriado?
É louco isso, mas não vejo muita TV. Já vi um pouco, claro, mas não assisto com constância. Já me falaram que minha personagem era meio inspirada na Sofia Vergara, por causa do figurino, que é sexy sem ser vulgar.

Recentemente, você perdeu uma disputa de dança no O Melhor do Brasil. Como foi ter de arriscar passos de funk na ficção?
No O Melhor do Brasil era coreografia, mas acabei ensaiando em uma tarde só. Sou terrível para decorar coreografia, mas acho até que me defendi direitinho. Mas danço um pouquinho de funk na vida, foi mais tranquilo.

Sua carreira começou com papéis de femme fatale, mas nos últimos tempos você tem se dedicado a personagens cômicos. Tem preferido fazer graça?
Eu adoro, acho dificílimo fazer comédia. Tem um timing pra isso. Se mandar a brincadeira na hora errada, acabou a graça. Mas acho que isso é do nordestino, que tem veia cômica muito forte, acho até que para aliviar o sofrimento. Não à toa que os maiores comediantes do país são cearenses. Claro, tem de ter uma sensibilidade apurada, trabalhada, para fazer humor. Sou formada em artes cênicas. Me sinto bem confortável no gênero.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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