Assunto da semana: Madame Laveau é melhor que Fiona Goode


Angela Bassett e a bruxaria de AHS: Coven

Michele K. Short/FX/Divulgação

Com o anúncio das indicações tanto aos SAG Awards quanto aos Golden Globes já batendo à porta, cabe aqui registrar a boa atuação de Angela Bassett, 55, como a bruxa Marie Laveau (1794-1881), desencarnada para oito dos 13 episódios de American Horror Story: Coven (FOX, 3ª, 22h30, 18 anos), terceira minissérie da franquia criada pela parceria Ryan Murphy/Brad Falchuk (Glee). Em The Dead (sétimo episódio veiculado antes da parada para o Natal), Bassett se sobressai sobre Fiona Goode, novo papel de Jessica Lange.

Michele K. Short/FX/Divulgação

Para quem conseguiu acompanhar, ao menos, de dez a quinze minutos de The Dead, a atuação de Bassett, embora na condição de convidada especial, saiu maior na nota que as atuações principais de Lange e de Kathy Bates (no papel da socialite/serial-killer Delphine LaLaurie [1775-1842]). Fez a bruxaria de Fiona parecer menor. Ambientado em Nova Orleans, o enredo de Coven pareceu perfeito para colocá-la entre as potenciais opções (entre escassas cinco vagas) para coadjuvante de série/minissérie/telefilme dos GG’s 2014.

Michele K. Short/FX/Divulgação

À parte da experiência de Bassett (concorreu em 1994 pela cinebiografia de Tina e Ike Turner, também ao Oscar), o enredo de The Dead (escrito por Falchuk) pareceu coisa idiota ao ser embalado por uma baladinha boba do Toto (Rosanna, 1982). Conseguiu transformar pauta de Ronda do Povão em set-list do programa noturno Segredos de Amor, que a Rádio Meio Norte FM toca na hora de Coven. Fez a reencarnação das bruxas de Salem se transformar em programa infantil, dada à sua pobreza. Hora de escovar os dentes.

Idiotice e infantilidade de roteiro à parte é bem difícil que AHS: Coven consiga mais indicações de porte para o Primetime Emmy 2014. Vide o que ocorreu com Behind the Candelabra (HBO), que deixou AHS: Asylum comer poeira na área técnica. E se contentar só com a estatueta de ator coadjuvante para James Cromwell. Em relação a Angela Bassett, ao roteiro e á produção cada vez mais complexa de Coven, é bem provável que esse telefilme se repita. A começar das premiações técnicas que antecedem o Oscar, Até domingo.

Michele K. Short/FX/Divulgação

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (8/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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