Nirlando Beirão: Como falar de John Kennedy, na versão autorizada de Roberto Carlos


Segundo o movimento Procure Saber, encabeçado pelo “rei” da MPB e pela ex de Caetano Veloso

Do R7

JFK Library


O moleque da foto é JFK Jr., vulgo John-John

Em extraordinário furo de reportagem, este blog antecipa partes da inesperada biografia de John Fitzgerald Kennedy – cuja morte completou 50 anos – escrita a quatro mãos por Paula Lavigne e Roberto Carlos, dentro do figurino politicamente correto proposto pelo movimento Procure Saber, encabeçado pela dupla: “O futuro presidente John Kennedy foi o segundo filho, entre nove, de uma harmoniosa família de descendência irlandesa cujo patriarca, Joseph (Joe), aproveitou as imensas oportunidades do país de adoção para fazer, com denodo e lisura, considerável fortuna”. [aqueles biógrafos desrespeitosos que se recusam a respeitar a privacidade alheia iriam dizer que a fortuna de Joe Kennedy é altamente suspeita, muito provavelmente ligada à venda ilegal de bebidas durante a Lei Seca, o que lhe valeu laços comerciais e afetivos com a Máfia, a qual posteriormente iria se vingar de John, acusando-o de ingratidão e perseguição durante seu curto período na Presidência].

“John e seus irmãos foram formados sob a inspiração da religião e da decência, afortunado clã a quem a fortuna poupou qualquer tragédia, todo e qualquer desgosto” [dos nove filhos do casal Joe e Rose, dois morreram assassinados, John e Robert/Bobby, que pretendia substitui-lo; dois tiveram morte trágica em desastre de avião, o primogênito Joe Jr combatendo na Batalha da Inglaterra e Kathleen, que já tinha perdido o marido na guerra, num desastre na Franca, ao lado de seu amente secreto; Ted, o mais novo, sofreu um acidente de carro em que morreu a sua acompanhante, Mary Joe, acidente rumoroso que lhe custou o sonho da Presidência; Rose Marie, a mais velha das mulheres, era de temperamento difícil e o pai, para puni-la, submeteu-a a uma lobotomia, que era o tratamento recomendado à época para distúrbios de comportamento, e Rose Marie se tornou uma figura apalermada, mentalmente incapaz – mas tudo isso aí só interessa a fofoqueiros, ávidos por vasculhar a intimidade das pessoas e das famílias].

“Com Jacqueline Bouvier, com quem se casou em cerimónia de conto de fadas, Jack consolidou sua mística de homem cem por cento dedicado à família, marido devotado e irrestritamente fiel, em aconchego que lhe permitiria acumular energia para vencer todos os obstáculos e se tornar o melhor presidente da República dos Estados Unidos no século XX”. [na fachada, Jack e Jackie formavam o exemplo de casal glamour mas ele nunca abriu mãos de suas incansáveis aventuras extraconjugais, macho com priápico, louco por um rabo de saia, tendo chegado a dividir com o irmão Bobby, outro irremediável cafajeste, as honras de levar para a cama a magnífica Marilyn Monroe, a qual, humilhada, deprimida, acabaria por se matar em 1962. Como presidente, Kennedy é muito melhor na lenda do que na realidade, tendo cometido erros graves no Vietnã e em Cuba e evitado se engajar em causas nobres, como o movimento pela direitos civis, presidente muito menor em estatura política e humana do que, por exemplo, Franklin Delano Roosevelt, o líder que tirou a América da Depressão; mas, enfim, tudo isso que está escrito aí a é um atentado ao direito que os heróis de uma nação, seja ele John Kennedy ou Roberto Carlos, têm de resguardar sua biografia de profissionais invasivos e mercenários].

Reprodução

“John Kennedy foi assassinado em Dallas, Texas, a 22 de novembro de 1963, por um atirador de elite, Lee Harvey Oswald, que agiu sozinho, por conta própria. O resto é fofoca de quem quer usufruir, em benefício próprio, de uma história que não lhe pertence, mas apenas e tão somente à família do desafortunado Kennedy, imiscuindo-se indevidamente, os bisbilhoteiros, na vida privada de uma nobre figura de pública”. [75% dos norte-americanos não acreditam na versão de que Lee Oswald agiu sozinho. Mas, para Paula Lavigne, Roberto Carlos e os demais censores do movimento Procure Saber, o que vale é, como sempre, a versão oficial e autorizada].

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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