Assunto da semana: O partido alto do sucesso televisivo de Stephen King


Under the Dome é o que Hostages não é

Best Possible Screen Grab/CBS/Divulgação

Dando uma olhada nos números dos dois primeiros episódios da primeira temporada de Under the Dome (TNT, 2ª, 21h30, 14 anos), referentes à sua exibição americana pela CBS, dá para se notar o abismo que a emissora tomou ao abrir a fall-season 2013 com Hostages (cujo episódio veiculado na segunda-feira [11] não passou dos 4,5 milhões de telespectadores). Para se ter uma ideia, o piloto e The Fire registraram, respectivamente, 13,53 e 11,81 milhões de telespectadores, respectivamente. Isso na abertura da summer-season 2013.

Michael Tackett/CBS/Divulgação

Para justificar o investimento da empresa Amblin (de Steven Spielberg) e da própria CBS, Under the Dome recebeu não apenas ordem de piloto e 13 episódios para esse ciclo inicial. Recebeu propaganda instigante no intervalo do Super Bowl do apagão da Beyoncé, em fevereiro último. Tão instigante quanto o efeito de domo eletroeletrônico cortando vaca viva ao meio. Coisa para Primetime Emmy técnico e indicação à premiação da Sociedade de Efeitos Visuais (VES), na temporada pré-Oscar. É um estardalhaço para os olhos.

Michael Tackett/CBS/Divulgação

Em elenco, destaques para as atuações em conjunto de Britt Robertson (que encontrou seu primeiro trabalho de ponta após dois fracassos na The CW, Life Unexpected e The Secret Circle), Rachelle Lefevre (filmes da franquia Crepúsculo e A Gifted Man), Mike Vogel (Poseidon) e Nathalie Martinez (Detroit 1-8-7). Com os enredos paralelos desenhados na adaptação televisiva de Brian K. Vaughan (Lost) fica muito difícil arriscar indicação para esses artistas tanto para efeito de Golden Globe quanto de SAG Awards 2014.

Michael Tackett/CBS/Divulgação

Em termos de roteiro (terreno do qual Vaughan sabe muito bem, pois foi indicado em 2009 por Lost), Under the Dome não deixa nada a desejar nas suas perspectivas de indicação tanto ao WGA Award quanto ao Primetime Emmy 2014. Qualidades essas inexistentes em Hostages, de Jerry Bruckheimer. Das mãos de Stephen King, a trama lançada em 10 de novembro de 2009 nas livrarias americanas rendeu uma obra-prima capaz de afastar Downton Abbey dos holofotes da temporada de premiações. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (17/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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