Assunto da semana: Como não fazer uma boa sitcom, segundo Chuck Lorre


Cinco episódios para entender a ruindade de Mom

Monty Brinton/CBS/Divulgação

Nova menina dos olhos do produtor Chuck Lorre (Two And a Half Men e The Big Bang Theory), Mom (Warner, 3ª, 21h30, 14 anos) ainda não correspondeu às expectativas de enredo em seus cinco episódios iniciais já apresentados até aqui. Com recepção fria por parte da crítica especializada americana, a sitcom trata de uma forma superficial (e até mesmo artificial) a jornada de uma mãe solteira saída recentemente da reabilitação (Christy, papel de estreia de Anna Faris em série regular). Não é a última pérola do deserto. Mas…

Monty Brinton/CBS/Divulgação

Aprovada como parte da extensão do contrato de Lorre com a CBS, em dezembro de 2010, Mom recebeu ordem de produção em 9 de maio. Foi escopada para tentar estabelecer uma ponte de público entre 2 Broke Girls e Hostages, apesar da concorrência pesadíssima com competições do porte de The Voice e Dancing with the Stars e a química dos peritos de Bones, recém-casados no enredo da nona temporada (COM SPOILER BÁSICO). Desde a estreia, em 23 de setembro, Mom vive uma gangorra de números – sobe-desce…

Darren Michaels/Warner Bros. Television/Divulgação

Mesmo mal na disputa de audiência das noites de segunda-feira, Mom conseguiu indicações básicas ao People’s Choice Awards 2014: atriz favorita em comédia (Faris e Allison Janney, The West Wing, esta pelo papel de Bonnie, mãe de Christy) e nova comédia favorita. Em termos de perspectivas de indicação para os Golden Globes e SAG Awards, no entanto, as notícias não são nada animadoras. As atuações de Faris e Janney deixam a desejar para esses parâmetros. Mas Janney tem em seu favor uma ponta em Masters of Sex (HBO).

Monty Brinton/CBS/Divulgação

Após assistir os cinco episódios iniciais, fica a sensação de que as histórias escritas por Lorre e diversos colaboradores passam ao telespectador assinante a impressão de estar se assistindo a uma versão de Two And a Half Men camuflada de propaganda de absorvente íntimo. É, na prática, o que a atuação de Anna Faris como Christy tenta passar. Fica aquém do esperado. No entanto, o time de roteiristas parece estar almejando alguma indicação de seu sindicato (o WGA) e tentar uma boquinha nos Primetime Emmys. Difícil. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (10/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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