Assunto da semana: Coulson vive para os colegiais


Dublês e efeitos especiais são pontos fortes em Agents of SHIELD

Justin Lubin/ABC/Divulgação

Altamente técnico, o piloto de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (Sony, 5ª, 21h, 14 anos) apresentou muita coisa capaz de dar à trama, no máximo, indicações de efeitos visuais e de direção de dublês para os respectivos sindicatos na temporada de premiações pré-Oscar de janeiro/fevereiro do ano que vem. Dirigida por Joss Whedon (como no filme The Avengers: Os Vingadores), a estreia de S.H.I.E.L.D. é digna dos melhores caça-níqueis que a Marvel já produziu, derivadas de filmes baseadas em seu vasto catálogo de super-heróis.

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Com cancha mais de disputar SAG Award, VES Award e, claro, o saponáceo People’s Choice Awards, a atuação de Clark Gregg (único remanescente do filme aproveitado na série) como o agente Phil Coulson parece menor ante a dinheirama que a ABC, a Disney e a Marvel dispenderam na produção do mais complexo piloto televisivo que já se fez (ante os US$ 200 milhões gastos para a filmagem de Avengers). Parece coisa irrelevante, desprezível para efeito de angariar indicação a este para atuação principal nos SAG’s e Golden Globes.

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Assistida por 12,12 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, a estreia televisiva de uma série derivada de Os Vingadores até causou um certo alvoroço no início, mas perdeu força no segundo episódio, exibido esta semana no Brasil. Em termos técnicos, Agents of S.H.I.E.L.D. é um espetáculo para os olhos dadas as cenas de ação e efeitos visuais – aliás, seus pontos mais fortes. Mais inclusive que a participação de Cobie Smulders como Maria Hill e a atuação de Ming-Na Wen (Nashville e voz para videogames) como a agente Melinda.

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Forte entre os jovens universitários, Agents of S.H.I.E.L.D. parece ter sido a aposta certa da ABC/Marvel para fisgar, na prática e na teoria, não só esse tipo de público. Com 54,1% de sua audiência composta por homens e média de 12,59 pontos entre a molecada das escolas de ensino médio e fundamental, S.H.I.E.L.D. caminha para repetir nas escolas e faculdades americanas o mesmo êxito de arrecadação de Avengers nas salas de projeção mundo afora. Para efeito de temporada completa, a técnica justifica os investimentos. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (6/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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