Assunto da semana: 65º Primetime Emmys, considerações finais


Dos restos e emoções do 65º Primetime Emmys

Mike Blake/Reuters/22.09.2013

Feita apenas para consagrar a excelência de Behind the Candelabra na área de minisséries ou telefilmes (10 estatuetas em um total de 15 indicações), a 65ª cerimônia de entrega dos Primetime Emmys, realizada no último domingo (22), no Nokia Theatre em Los Angeles, colheu um saldo de emoções fatiadas em partes, como diria o esquartejador. Principalmente aquelas reservadas aos In Memoriam individuais – Cory Monteith, James Gandolfini, Gary David Goldberg, dentre outros. E ao agito chacoalhante de Michael J. Fox.

Fotos Kevin Winter/Getty Images/22.09.2013

Nos saldos de premiações entre as séries cômicas, Veep e Modern Family empataram em número de estatuetas – a despeito de Modern ter ficado com a premiação mais importante da noite, a de melhor produção. Nos dramas, a frustração pela derrota de Kerry Washington para Claire Danes é notória. Mas golpe maior Homeland levou ao perder categorias que lhe eram vitais (direção – para David Fincher, de House of Cards e ator principal – Damian Lewis perdeu para Jeff Daniels, de The Newsroom, sem surpresas).

Kevin Winter/Getty Images/22.09.2013

65th Annual Primetime Emmy Awards - Show

Por outro lado, Breaking Bad saiu no lucro ao levar estatuetas referentes à primeira parte de sua quinta e última temporada. Na ordem inversa, decidida ainda na época das indicações, a produção de Vince Gilligan foi a última a receber estatueta na noite. Antes, Anna Gunn derrotara a carioca Morena Baccarin na área de atriz coadjuvante em drama, impondo à trama terrorista da Showtime um duplo golpe – Mandy Patinkin perdeu em ator coadjuvante de drama para Bobby Cannavale, de Boardwalk Empire. Não é um bom sinal para a trama.

Chris Pizzello/Invision/Associated Press/22.09.2013

Voltando ao caso de Candelabra, Elton John abriu a pontuação de atos musicais do Emmy com uma letra encomendada em homenagem a Liberace (1918-1987), tal qual já o fizera com Norma Dean, vulgo Marilyn Monroe, e a Princesa Diana de Gales, em seu funeral (neste último caso, com letra alterada). Carrie Underwood usou Yesterday de Lennon e McCartney para os 50 anos dos eventos televisivos de 1963. E Neil Patrick Harris, mestre-de-cerimônia, se encarregou do resto do serviço ao modo Tony Awards. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (29/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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