As curvas da ring-girl Aline Franzoi na Playboy de setembro de 2013 e sua repercussão


Antes das fotos, texto de Thales Guaracy, diretor de redação

Nota da Redação: O texto a seguir não reflete, necessariamente, a linha editorial do Críticas. Caso não queira ler o artigo assinado, passe direto para o ensaio

Fotos Christian Gaul/Playboy/Reprodução


Aline Franzoi e a religião

O ensaio de Aline Franzoi, na Playboy de setembro, tem como o tema o fato de ela ter trabalhado como Ring Girl, aquela garota que deixa um pouco mais humanos (e belos) os eventos de MMA, hoje tão populares. Desde logo, porém, a mídia destacou mais o fato de Aline ser a primeira evangélica a posar nua para a revista.
Tão logo o nome de Aline foi anunciado, antes da publicação do ensaio, ela já reafirmava suas razões para estar em Playboy. Para mim, explicou que, sim, costumava ir a reuniões da Assembleia de Deus, em São Paulo – um lugar aonde se sentia bem para fazer suas orações. No entanto, sempre separou vida pessoal do trabalho. E se sentia à vontade para fazer o ensaio, como mais um dos que se acostumou a fazer como modelo.
Algumas das mulheres que posaram para Playboy se tornaram evangélicas depois de aparecerem na revista, como Joana Prado, a Feiticeira, que por sinal se casou com um lutador do MMA, Vítor Belfort. Pode ser que exista gente que reprove uma evangélica posar nua para uma revista masculina, assim como pode ser também que exista gente que reprove uma evangélica casar com um lutador profissional. A questão é que essas decisões – com quem casar, qual religião ter, posar nua – dependem apenas da pessoa que as toma. Elas não excluem umas às outras. E também precisam ser respeitadas.
Nós em Playboy respeitamos todas as religiões, que em Playboy não são objeto de exploração de qualquer tipo. Por isso, não existe nenhuma informação, nem sequer menção a esse fato na revista. Esse é um assunto de foro privado da mulher, que na internet acabou ganhando exposição. Somos, todavia, a favor da liberdade de escolha em todos os planos, tanto na vida profissional quanto pessoal. Cada um sabe o que é melhor para si. Respeitamos tanto os credos quanto as decisões individuais. Aline é uma mulher que não tem receio de professar sua fé abertamente, assim como de encarar desafios que reafirmam sua liberdade de escolha. Merece nossa admiração. Assim é nos países que primam pela boa convivência, pela tolerância e pela civilidade, como o Brasil.
Para aqueles que tanto falaram do triângulo cabeludinho da nossa estrela de aniversário, Nanda Costa, Aline Franzoi nos brinda com uma boa novidade. Quem conferir, certamente irá gostar. Viva a diversidade!

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para As curvas da ring-girl Aline Franzoi na Playboy de setembro de 2013 e sua repercussão

  1. Salat disse:

    se ela é evangelica eu sou pastor

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