PHA: “Mais Médicos”. Assim começa a xenofobia


O Dr. CRM pode tentar mudar o regime em Cuba. Muita gente em Miami se dedica a isso desde 1959

Paulo Henrique Amorim
Do Conversa Afiada

Bessinha

https://i0.wp.com/www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/08/bessinha_saude.jpg

Em 1960, a mulher brasileira tinha seis filhos, na média.
Hoje, 1,9.
O que é inferior à necessidade para reproduzir a população: 2,1 filhos.
Tão certo quanto a Veja e a Folha(*) vão fechar, o Brasil vai precisar de trabalhadores estrangeiros.
Agora, médicos.
Depois, professores, engenheiros, físicos nucleares, e jornalistas.
Já imaginaram se a Globo nomeasse um jornalista da BBC para dirigir seu jornalismo?
Como fez o New York Times.
Ou o Otavinho trouxesse um jornalista do Guardian da Inglaterra para dar um jeito nesse colonismo(**) alucinado ?
A feroz campanha contra o “Mais Médicos” – leia aqui a fábula do Dr CRM e aqui para votar na trepidante enquete o “como identificar um Dr CRM – é a oitava de final do racismo que se embrenha na nascente xenofobia brasileira.
Breve assistiremos às cenas degradantes dos haitianos que são devolvidas da costa da Florida.
Os africanos que não conseguem entrar em solo italiano.
Aliás, não precisa ir muito longe: a entrada de haitianos pelo Norte do Brasil e o assassinato de uma criança boliviana na Chuíça(***) são o prenúncio dessa onda de ódio que se aproxima, inevitavelmente.
Afinal, o Brasil foi o último país a abolir a escravidão.
O porto do Rio foi o maior porto escravista da História da Humanidade.
Os médicos cubanos – muitos negros, como a população de Cuba – são recepcionados pelo PiG(****) com os barcos da Guarda Costeira americana.
Neste domingo, a Folha exibe dois exemplares desse comitê de recepção: o dos múltiplos chapéus, que encontra sempre um subterfúgio para engrossar o caldo dos preconceitos da Big House; e a Tancanhêde, que não usa subterfúgio nenhum – ela, como o Cerra, é a “mais consistente”.
Não é à toa que faz parte do elenco das “suaves apresentadoras” da GloboNews.
E se não fossem os morenos cubanos, mas os louros, de olhos azuis, americanos de Detroit, que precisam mais de emprego que os cubanos?
O que diria a Tacanhêde, que defendeu os pilotos do Legacy que não ligaram o transponder?
E o dos chapéus, correspondente da Amazon no Brasil, o embaixador honorário de Harvard?
Eles deixariam o Einstein dar aula em Princeton?
A Hannah Arendt lecionar na New School?
O Lévi-Strauss na USP?
Os médicos cubanos têm emprego em Cuba.
Estão aqui numa missão temporária, se quiserem.
O emprego está lá, com o salário que sempre receberam do Estado.
Ainda não foi possível instalar um Sírio em Havana.
Aqui, receberão um estipêndio para despesas extras.
É diferente dos médicos argentinos, portugueses ou espanhóis.
Porque o regime cubano é diferente do que vige em Portugal, Espanha e na Argentina.
O Dr CRM e seus porta-vozes pigais(****) podem tentar mudar o regime político em Cuba.
Muita gente em Miami se dedica a isso desde 1959.
Mas, cubanos, negros, levar médicos a quem não tem – a questão não é essa.
A Tacanhêde e o dos múltiplos chapéus – e seus correligionários – perceberam que o “Mais Médicos” é o Bolsa Família da Saúde.
Daqui a dez anos, eles mesmos vão dizer que isso foi ideia da D. Ruth Cardoso.
Quando, claro, o Padilha tiver cumprido o seu segundo mandato no Governo de São Paulo.
O racismo e a xenofobia sempre encontram uma expressão política.
E, para isso, está o PIG à disposição.

Em tempo: Comentário de Vandeck Santiago (Twitter):

Dos 4 mil médicos q vêm p/ o Brasil, 84% têm + de 16 anos de experiência,48% têm pós-graduação e 89% têm + de 35 anos

Reprodução

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Em tempo2: PGM Mal Estar da Rêde Globo (G1):

Datafolha aponta que 54% apoiam vinda de médicos estrangeiros
Em junho, índice era de 47%, informa a ‘Folha de S.Paulo’.
Desaprovação da contratação de estrangeiros caiu de 48% para 40%.

(*)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit, deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(***)Chuíça é o que o PIG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.
(****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories (J.E.L.)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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