O desespero de Chicago para tomar do Rio as Olimpíadas de Verão de 2016 e a dor-de-cotovelo de Maysa Matarazzo


No Chicago Sun-Times, apesar de a NBC ter pago US$ 1,226 bilhão ao COI

Reprodução

Reportagem de Daniel Castro, publicada em 8/7/2011 no R7 comprova:

A rede de TV norte-americana NBC acertou ontem (7) a compra dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Para exibir o evento em todos os Estados Unidos, em todas as mídias (TV aberta, paga, web, mobile), pagará US$ 1,226 bilhão, o equivalente a R$ 1,9 bilhão.
Para se ter uma ideia do valor da operação, Globo, Record e Band irão pagar juntas US$ 170 milhões pela Olimpíada de 2016. Ou seja, apenas a NBC desembolsará sete vezes mais do que as redes brasileiras.
Essas cifras, no entanto, são normais para o padrão da TV americana _que opera em um mercado publicitário muitas vezes maior do que o brasileiro.
A NBC desembolsou US$ 1,181 bilhão pelos Jogos de Londres de 2012, pelos quais a Record pagou cerca de US$ 60 milhões.
A compra dos direitos de Rio-2016 para os EUA foi fechada em um pacote que inclui também a Olimpíada de 2020 e os Jogos de Inverno de 2014 e 2018. O pacote todo foi acertado por US$ 4,4 bilhões, no maior acordo de direitos esportivos para TV da história.
Pelos Jogos de 2020, cuja sede ainda não foi definida, a NBC pagará bem mais do que pelos do Rio: US$ 1,418 bilhão.
Dos US$ 1,226 bilhão a serem pagos pela rede americana pela Olimpíada no Rio, US$ 600 milhões (R$ 945 milhões) irão para o COB (Comitê Olímpico Nacional). A organização dos Jogos do Rio não receberá um tostão.

Íntegra da carta do colunista Neil Steinberg ao COI, em inglês:

Steinberg: Dear IOC, sorry yet on Rio choice?
With riots and fire sweeping the streets of Rio, Neil Steinberg asks the International Olympic Committee how Chicago looks now

Dear International Olympic Committee: Howdy! Long time no talk to. Four years. Where does the time go?
I know you’ve probably forgotten about Chicago, ever since you gave us the backhand in fall 2009, and in the first round no less.
But we remember. Yes, we do. What Chicagoan who stood in those crowds — dressed in our civic best, as it were, holding a hand-picked bouquet, gussied up to the tune of $50 million in city-buffing money, waiting, eager for the good news — can remember the deflating letdown, the shocking dismissal, the confetti trickling out of our slack fingers into the street, watching benumbed as Madrid, Rio and Tokyo skipped onward without us.
Ouch.
And in case you are tempted to ascribe this to bitterness, we’ll happily note that the Olympic games are three years away, so everything could still work well. Hard to imagine, but it’s possible. The protests rocking Brazil — hundreds of thousands of people, in 100 cities last month, the streets of Rio in flames this week — could ebb, and everything could somehow be fine in 2016. We add our sincere hopes and prayers that it will be so to those of the world.
Although one little question keeps waving its hand over its head, going “oh oh oh!” and begging to be asked. So I’m just going to call upon that question and be done with it. Ready? Here’s our question: Sorry yet? Because you could have had Chicago. Which isn’t a city without problems. Lots of problems. Streets in certain neighborhoods raked with deadly gunfire every weekend. Pension giveaways one straw away from cracking the government’s back. School teachers laid off by the thousands. And I’m sure, had we gotten the 2016 Olympics, as we should have, there would have been grumbling aplenty about hosting a big quadrennial party for the world’s athletic elites in the midst of all our concerns.
But I bet we could have done it without firebombs. Without the military breaking out the tear gas and the rubber bullets. I bet our population wouldn’t rise up against the Olympics, the way they’re doing in Brazil, which is also upset about hosting the World Cup in 2014.
Chicago hosted the World Cup, along with eight other cities, in 1994, which was such a non-crisis to us that I bet a lot of people who were around then don’t even remember it. I do — it was hot. That’s it. A city like ours knows how to do this kind of thing. We planned a victory party for several million Blackhawks fans in, what, three days? Tear gas proved unnecessary.
No hard feelings, IOC. Maybe next time, assuming we feel like going through all the bother to try to win your silly Olympics. But I don’t expect that. Most Chicagoans, rather than yearn toward our lost Olympics, are glad. We got off light, and now can get to sit back and watch Brazil try to manage the task, which might be more fun than hosting would have been. You can’t say you didn’t have your chance. And you blew it. You could have had gold, but settled for bronze.

Best,
Neil Steinberg

Reproduções/Chicago Sun-Times

Abaixo, Ouça (1957), composição e interpretação de Maysa Matarazzo (1937-1977), apresentada no filme O Camelô da Rua Larga (1958, direção: Eurides Ramos). Serve para o articulista recalcado e imbecil do Sun-Times e os torcedores do Blackhawks da NHL se mancarem:

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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