Não descanse em paz, Dominguinhos


Chorem, PSDB e aliados

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

“Pra fora daqui!”
(Everaldo Marques, ao narrar um home-run do Mike Napoli num domicílio de Caruaru sintonizado na ESPN no Sunday Night Baseball – Boston Red Sox 8 x 7 New York Yankees, na calada da 1h53 da madrugada da segunda-feira [22] ao invés do Domingo Menor da Globo – serve para ilustrar os resultados concretos das políticas de afirmação social do PT que a Globo e suas Cheerios midiáticas – Band, SBT, Rede TV!, ESPN Brasil, Estadão, Veja e outros outlets demotucanos não querem reconhecer, assim como o beisebola e a Candice Glover do American Idol)

Daia Oliver/R7/Arquivo

Morto nesta terça-feira (23) aos 72, o músico pernambucano José Domingos de Moraes, vulgo Dominguinhos, foi um dos maiores expoentes de seu instrumento – a sanfona – e da música regional nordestina de raízes (não a fraudada por aliados de Tasso Jerissati como Limão com Mel, Mastruz com Leite e outros estercos produzidos a partir de 1993).
Apadrinhado por Luiz Gonzaga, rei do baião apoiado pela “ditabranda” militar e seus coronéis no sertão pernambucano, Dominguinhos construiu toda uma reputação no cenário musical brasileiro com sucessos comerciais como Eu Quero um Xodó, De Volta para Meu Aconchego e Isso Aqui Tá Bom Demais. Mas por trás do grande músico que foi, Dominguinhos escondeu uma faceta ideológica.
A de artista alinhado com as direitas mais conservadoras e atrasadas – vide o apoio emprestado nas duas campanhas do imortal imoral Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República em 1994 e 1998 (vídeo abaixo da primeira campanha presidencial):

A de empregado da TV Cultura controlada pelos Putins, Goebbels e Goehrings globelezados da turma do economista João Sayad (que destruiu a TV pública paulista).
A de compositor de hinos ideológicos para pregar, no atacado, a privatização de tudo: TVs educativas (federais, estaduais e municipais), Petrobras, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, universidades federais, CEFETs (atuais IFs), hospitais universitários, Radiobrás, Eletrobras e subsidiárias e o resto das empresas estaduais de energia elétrica e dos bancos estaduais.
A de músico a serviço de um Brasil que não existe mais – os programas sociais dos governos Lula e Dilma acabaram com inúmeras distorções, até hoje não reconhecidas por vals marchioris, rachels welch shererazades (que ensinam como ser periguette-empreguette do Smash e não jornalista), merváis, sônias bridis e outros homens e mulheres sem visão que infernizam este país.
A de barnabé (como o Jon Hamm do Mad Men) subsidiado pelo contribuinte de ICMS e IPVA no Estado de São Paulo – que mantém em parte a estrutura da Rede Cultura (que exibiu a única aventura televisiva de Dominguinhos e seu Milagre (não comprovado) de Santa Luzia.
Tocador de gaita quando moleque, Dominguinhos vai tocar agora a sua no mesmo purgatório em que já estão alojados Sérgio Motta, Roberto Marinho, Hebe Camargo (do movimento Cansei), Dona Ruth Cardoso e, obviamente, seu parceiro de música (e ideologia partidária) Gonzagão.
Sorry, Pernambuco.
E também a verdadeira cultura popular brasileira (não a do The Foice Brasil do The Walking Dead e dos MPB-Chevron da vida).

Divulgação/TV Cultura


Na foto, dois aliados do regime militar no purgatório

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Não descanse em paz, Dominguinhos

  1. Bruno disse:

    Péssimo texto. Em momento algum analisa a obra a partir dela mesma.

    • João Lima disse:

      Analisa sim, Bruno. Principalmente a partir do viés ideológico que Dominguinhos tomou ao se aliar com o projeto neoliberal e privatizante de FHC e sua quadrilha para destruir o Brasil.

      Ass. Roberto Carlos
      Erasmo Carlos
      Wanderléia
      Lea Michele
      O resto do elenco de “Glee”
      A Polícia Militar da Bahia
      E a sonsa da sua tia, Sônia Abrão

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