Martha Vasconcellos e os anos Sílvio Santos no Miss Brasil(*): o que ela escondeu sobre a negociata com a Globo e as fotos pornôs da Miss Pernambuco 2008, Michelle Costa


E o que PHA, Rodrigo Vianna e Azenha não contaram até agora

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Valtério Pacheco/Divulgação


Dona Martha, a Claire Danes, a Fátima Bernardes, o Jabor, o Merval, o Kamel, a Sônia Bridi e a Sônia Abrão nivelaram a coisa ainda mais por baixo… Se manca!

Matéria do blog Tudo Miss e Tudo Mais publicada nesta quinta-feira (11), estampa a única crítica pública de Martha Vasconcellos, última brasileira a vencer o título de Miss Universo, há 45 anos, ao M.O. adotado pelos Estúdios Sílvio Santos Cinema e Televisão (later, Sistema Brasileiro de Televisão – SBT, mediante inventário de concessões da extinta Rede Tupi mais os canais devolvidos pelo Jornal do Brasil – 9 no Rio e 9 em São Paulo, que não entraram no ar) na condução do concurso Miss Brasil(*), entre 1981 e 1989. “Não é falando mal de Silvio Santos, mas levar a disputa para a base do ‘É essa?’ nivelou por baixo”, foi a única frase, lacônica, dita por Vasconcellos, 65, dada à repórter Carla Bittencourt, do jornal soteropolitano A Tarde – que, se fosse jornalista de verdade, apuraria a podridão existente na negociação obscura entre a Miss Universe Inc. e a Rede Globo de televisão, que resultou na proibição da exibição do concurso Miss Universo para o Brasil entre 1990 e 2002 (a exceção foi um VT ralé, levado ao ar em 1998 pelo SBT).
Hospedado no R7, portal ligado à Rede Record, o Tudo Miss não apurou até agora as denuncias deste Críticas (e da atriz norte-americana Claire Danes e de seu quadradinho de oito que podem tirá-la da disputa do Primetime Emmy de atriz dramática) sobre a reunião secreta feita em 15 de março de 1990 na sede da Globo, no Jardim Botânico (zona sul do Rio), entre Marlene Brito (então coordenadora geral do Miss Brasil para o SBT) e Roberto Irineu Marinho para negociar a destituição da miss reinante da ocasião, Flávia Cavalcante, para conceder-lhe papel em novela das oito (quando começava às oito, não às nove). Marlene disse não. E acabou demitida junto com outros 323 funcionários em decorrência da carnificina causada pelo Plano Collor I, apoiado pela Globo desde o ventre do debate entre Lula e Collor, na sede da Band em São Paulo, no dia 14 de dezembro de 1989. Moral da história: Luma de Oliveira, então grávida de seu primeiro filho, ficou com o reparte e teve a personagem assassinada. E, por tabela, os concursos de misses foram banidos da telinha brasileira por 12 anos.
Para uma emissora que tanto desce o cacete na Globo (a julgar de reportagens excelentes como a de Rodrigo Vianna sobre a sonegação global para a Copa FIFA de 2002 e da manutenção de passes de outros blogueiros progressistas como Paulo Henrique Amorim e Luís Carlos Azenha), não seria demais pedir à Record, mantenedora do R7, liberar sua blogueira de misses para esmiuçar esse lado sombrio da história dos concursos de misses no Brasil? Ou vai continuar escondendo que Nayla Micherif é uma aprendiz de Alexis Neiers travestida de Cher combinada com Bonnie Parker (do duo de bandidos Bonnie and Clyde), Ricardo Teixeira, Gregório Marin Preciado, José Serra, Aécio Neves, Nucky Thompson e o Tony Soprano (reparte do recém-falecido James Gandolfini)? Ou que a ex-competidora do Big Brother 9 da CBS americana Michelle Fernandes da Costa, instruída pela Globo (e pela CIA, pelo PPS-DEM-PSDB, pela Chevron e pelo CCC), abaixou ainda mais o jogo ao tirar a calcinha, quebrar o decoro e expor suas partes íntimas, bunda e pêlos púbicos para uma revista masculina da Abril, em pleno reinado de Miss Pernambuco 2008, em fevereiro de 2009, no cangote do coordenador estadual Miguel Braga?

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Globelezação, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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