Assunto da semana: Passe Livre para a doutora Olivia Pope já!


Scandal chega à TV paga brasileira na hora errada

ABC/Divulgação

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Sem desmerecer a competente atuação de Kerry Washington como a advogada Olivia Pope (a qual rendeu dois NAACP Image Awards, entre 2012 e 2013), o drama político Scandal (Sony, 2ª, 22h, 14 anos) aportou na TV paga nacional num momento conturbado, de manifestações, bombas de gás pimenta e pedradas na Copa das Confederações. Criada por Shonda Rimes (Grey’s Anatomy), a trama alimenta idiotas antiamericanos, a princípio.

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Com isso, cai por terra a velha máxima global na qual “qualquer semelhança com fatos e acontecimentos reais terá sido mera coincidência”. Nem precisa assistir à regravação de Saramandaia para constatar: Scandal é motor oportunista, o qual deve esfriar (e morrer) com o passar das semanas. Paulatinamente, o assinante-telespectador tentará dissociar pancadaria policial de drama de firma de gabinete de crises. Que crises? A do atchim e do espirro? A do tomate? A do cabelo do Ivo Meirelles na Fazenda 6?

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Piadas à parte, Sweet Baby (exibido pela ABC americana em 5 de abril do ano passado, com copyright ainda de 2011!) tenta passar ao telespectador a impressão de estar se assistindo a uma transposição leve do ambiente hospitalar de Grey’s/Private Practice para o mundo obscuro dos gabinetes de Washington. Tentar imprimir uma saliência leve nos ambientes formais de repartição. Nesse ponto pesado, a trama leve de Shonda não entra.

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Concebida bem antes da fúria dos Passes Livres, Scandal evoluiu dos 7,33 milhões de Sweet Baby para 9,12 milhões de telespectadores no final de sua segunda temporada, levado ao ar em 16 de maio passado. Por sorte, esta temporada inicial de Scandal é limitadíssima – tem apenas sete episódios. E vai obrigar o telespectador brasileiro a se sentar para a emenda da segunda e terceira temporadas. É para aguentar. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (30/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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