Assunto da semana: Skywalker contra os agentes de comportamento do FBI


A replicância sangrenta do desfecho de Criminal Minds

Richard Forman/CBS/Divulgação

Designado pela CBS para encerrar a temporada televisiva americana 2012-2013, o final duplo da oitava temporada de Criminal Minds (AXN, 2ª, 22h, 16 anos) alternou momentos que iam do terror kitsch (caso de Brothers Hotchner, focado numa série de mortes sangrentas associadas ao ecstasy) à tensão implosiva digna das melhores cenas de ação (em The Replicator). Cada caso é um caso. Mas, por se tratar de pacote duplo…

Richard Forman/CBS/Divulgação

Em Hotchner, o diretor Rob Bailey empregou técnicas dignas de Zé do Caixão para as cenas nas quais os olhos das vítimas “sangravam” feito vinho tinto. Parecia tintura sensacionalista digna da pauta mais sórdida do A Tarde é Sua (que vive apanhando de todos no Ibope). Masterpiece? Não. A premissa da primeira parte do desfecho de Minds foi mais tosca que produção de terror humorístico de Hermes e Renato, da quase falida MTV Brasil. O roteiro de Rick Dunkle deixou a desejar. Decepcionou.

Robert Voets/CBS/Divulgação

Virando a página para Replicator, cujo papel-título foi dado a Mark Hamill (o Skywalker da trilogia Star Wars – episódios 4 [1977], 5 [1981] e 6 [1983]), o enredo de Glenn Kershaw para a trama do assassino infiltrado na Unidade de Análise Comportamental (BAU, na sigla em inglês) do FBI, a polícia federal americana, se mostra mais consistente. Para efeito de Primetime Emmy, a atuação de Hamill não consta na cédula de votação de ator convidado.

Robert Voets/CBS/Divulgação

Injustiça prévia à parte (apesar dos dois episódios terem ido ao ar nos Estados Unidos dentro do prazo de elegibilidade para a 65ª edição dos Primetime Emmys, marcada para 22 de setembro), a replicância da última parte deste final de temporada de Criminal Minds soou mais alto que qualquer acordo financeiro de atores com vistas à renovação (já acertada) para a nona temporada. Neste caso, o talento dos roteiristas foi maior que a grana. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (23/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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