Assunto da semana: A bela e o miado da fera


Cinco segundos para não gostar de Beauty and the Beast

Ben Mark Holzberg/The CW/Divulgação

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Uma rápida olhada no enredo de Any Means Time (De Qualquer Maneira), 15º episódio da primeira temporada chata de Beauty and the Beast (Universal, 2ª, 22h, 14 anos) mostra a falta de estofo de Kristin Kreuk (no reparte da detetive Catherine Chandler) para efeito de disputa de Primetime Emmy. De tão ruim e insossa que é a premissa da regravação da trama homônima de 1987 passa fora do conto de fadas. Beira à tosquice.

Ben Mark Holzberg/The CW/Divulgação

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Kitsch em sua forma, a adaptação de Sherri Cooper e Jennifer Levin ganhadora de um People Choice Award (nova série favorita sabe se lá de que público) se perdeu em relação à sua premissa apresentada no piloto, no qual a mãe de Catherine foi baleada por uma suposta fera. Mas, onde está a fera? Onde está a catarse, a eletricidade do enredo? Concebida para a The CW, a trama ficou fria do primeiro para o 15º episódio. Azedou, mas mesmo assim, foi servida no menu de renovações para a temporada 2013-2014. Um erro.

Ben Mark Holzberg/The CW/Divulgação

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Tão comum quanto os outros procedurals, Beauty and the Beast (sem qualquer relação direta com a animação da Disney, para evitar processos) foi cuidadosamente trabalhada pela CBS (dona da trama original, protagonizada em 1987 por Linda Hamilton – a bela – e Ron Perlman – a fera). Nada sobrou da xepa de enredo em que se transformou a adaptação do projeto original de Ron Koslow. Um horror de tão ruim que é.

Ben Mark Holzberg/The CW/Divulgação

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Na tentativa infantil da CW (braço da CBS Corporation) em transformar B&B em seu simulacro de Grimm (NBC) combinado com a inocência de Once Upon A Time (ABC), o neozelandês Jay Ryan (como a besta da vez) acaba apagado em meio à artificialidade do enredo. É o desespero da CW em tentar criar uma faixa de procedural dramas. Mas a coisa esbarra nas preferências por enredo sobrenatural, de super-heróis, etc. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (16/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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