Assunto da semana: Casa Branca sem graça nenhuma


A falta de graça e estofo na sátira política de 1600 Penn

Byron Cohen/NBC/Divulgação

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O presidente de Pullman e a primeira-dama de Jenna Elfman: madrugadores

Cortada da programação da NBC nos pré-upfronts do início do mês passado, a comédia política 1600 Penn (FOX, domingo, 10h, 12 anos) peca pela ausência de um fio motor capaz de segurar o telespectador (além do horário horrível de exibição na TV paga brasileira, o do café da manhã para alguns telespectadores). Os dois episódios exibidos no último domingo (26) mostraram a que ponto a trama criada e protagonizada por Josh Gad chegou.

Carin Baer/NBC/Divulgação

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A exemplo de Andrew Ranells (da também extinta The New Normal, ainda rodando na FOX daqui), Gad saiu da leva de atores do aclamado musical O Livro do Mórmon para conceber ao lado de Jason Winer (da equipe de Modern Family) e Jon Lovett esta preciosa perca de tempo (nada relacionado ao meloso filme baseado na obra de Sapphire em que Mariah Carey [com um pé fora do júri do American Idol] fica feia em nome da arte). Criou-se uma família presidencial caricata, encabeçada por Bill Pullman (Independence Day).

Byron Cohen/NBC/Divulgação

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A despeito da aprovação presidencial de Barack e Michelle Obama na projeção feita na Casa Branca em dezembro do ano passado, 1600 Penn derrapou dos 6,88 milhões de telespectadores em sua estreia, no dia 17 de dezembro (após a final do The Voice), para anacrônicos 3,04 milhões em So You Don’t Want to Dance, dirigida por Winer e escrita por Joe Port e Joe Wiseman, no dia 17 de janeiro. Um mês depois, portanto, de desperdício.

Byron Cohen/NBC/Divulgação

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Se a intenção dos produtores de 1600 Penn era criar uma espécie de sátira de The West Wing, associada com a troca de endereço causada pelo fim de 30 Rock após sete temporadas, erraram feio. Em apenas três episódios exibidos na domingueira brasileira matinal, a Casa Branca se transformou num lugar comum, óbvio e uluante. Sem estofo, 1600 Penn não fará falta alguma para efeito de Primetime Emmy. Pode esquecer. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (2/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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