Assunto da semana: A mediocridade musical de Taylor Swift chega à TV por assinatura


Enredo de Nashville não impressiona leigo em música country

Katherine Bomboy-Thornton/ABC/Divulgação

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À primeira vista, o escopo dos dois primeiros episódios de Nashville, (Sony, 4ª, 21h, 14 anos) não impressiona. Melosa, a trama country de Callie Khouri (Oscar em 1992 por Thelma & Louise) é tão pegajosa quanto balada cantada por Juliette Barnes (Hayden Panettiere, Heroes), rival direta de Rayna James (Connie Britton, Friday Night Lights, American Horror Story). Seu enredo é óbvio e decepciona.

Katherine Bomboy-Thornton/ABC/Divulgação

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Na foto, Sam Palladio e Benton Kubicki

Apresentada ao público brasileiro no último dia 10, Nashville chegou à TV paga já saída das duas únicas indicações que tivera nos Golden Globes – ambas para Britton e Panettiere. O roteiro de Klouri não interessa aos correspondentes internacionais, assim como a produção de R.J. Cutler (de documentários como A Edição de Setembro da revista Vogue). Sua pegada musical desagrada a quem já se acostumou com a cultura da música pop, da Madonna a Taylor Swift.

Katherine Bomboy-Thornton/ABC/Divulgação

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Do entusiasmo com o piloto, exibido pela ABC em 10 de outubro, à frieza do segundo episódio I Can’t Help It (If I’m Still in Love with You), levado ao ar na semana seguinte, se nota a fraqueza da trama de Nashville para se firmar como uma trama de ponta, dessas para pegar em pé de igualdade com Homeland, carreadora de prêmios na temporada 2011-2012. Mistura ambição política com falta de conteúdo.

Katherine Bomboy-Thornton/ABC/Divulgação

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Rayna James recebendo aviso prévio de rescisão de contrato

Comprado pela ABC em outubro de 2011, o roteiro de Nashville pegou um caminho rápido para virar piloto e depois série. Sem o impacto cultural de Glee, Nashville tenta se segurar para não entrar na faca de cancelamentos do pré-upfront da emissora, previsto para a primeira semana de maio. Ruim de ponta a ponta, a premissa da trama decepciona. Parece canção boba da T-Swift. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (28/4)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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