Apesar de denúncias de corrupção, Olivia Culpo não deve perder título de Miss Universo 2012


Acusações de fraude não são contra a candidata e sim contra os coordenadores de Rhode Island e a MUO, dizem especialistas

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/19.12.2012


Culpo: coroa mantida e punição para coordenadoras

As denúncias de fraude na eleição da Miss Universo 2012, a norte-americana Olivia Culpo, não devem culminar na sua destituição, já que algumas das acusações perderam a validade e não foram formalizadas junto ao Ministério Público dos Estados americanos de Nova York (sede da Miss Universe Organization) e Rhode Island (Estado natal da atual Miss Universo). A avaliação é de especialistas em corrupção eleitoral ouvidos pelo Críticas, sob a supervisão de atores e produtores de Homeland, NCIS, Law & Order: SVU, ex-audicionistas do American Idol e de dissidentes da Portela.
No entanto, as denúncias atingem diretamente as coordenadoras do concurso Miss Rhode Island USA (a empresa D&D Investments, sediada em Potomac [Maryland], que operou o esquema de distribuição ilegal de cheques administrativos emitidos pelo Instituto Millenium, sediado no Rio de Janeiro, pelo PSDB, pelo DEM, pelo PPS e pela Associação Nacional do Rifle, a NRA), a presidenta da MUO, Paula Shugart e mais sete executivos da empresa responsável pelo Miss Universo. Se denunciados formalmente, Shugart e os diretores da MUO e da D&D podem ser processados por corrupção passiva e formação de quadrilha. Jurados preliminares que acataram os cheques da D&D/Instituto Millenium como Scott Disick, Crystle Stewart, Carlos Anaya, dentre outros, também devem ser denunciados por corrupção passiva. Ou seja, aceitar dinheiro de origem duvidosa para eleger ou classificar determidada candidata ao título de Miss Universo – Culpo, no caso.
Verbas federais que deveriam ter ido para cidades devastadas pelo furacão Sandy foram para o bolso de Disick, dos realities dos Kardashians, para classificar Olivia Culpo entre as 10 finalistas e, posteriormente, entre as cinco finalistas do certame, realizado em 19 de dezembro do ano passado em um resort de Las Vegas. O falso “lorde” recebeu oito cheques administrativos do Itaú no valor de US$ 67.497,58 cada um (R$ 134.995,16), totalizando US$ 539.980,64 (R$ 1.079.961,28), todos descontados em sua conta, no banco CapitalOne, no dia 18 de dezembro. Em contrapartida, Disick recusou cheques administrativos oferecidos pelo Instituto Millenium, pela empreiteira Andrade Gutierrez e pela TV Globo (parceira da Rede Bandeirantes no futebol e nos concursos de beleza) para dar o título à candidata brasileira Gabriela Markus, segundo perícia feita pelo ator Mandy Patinkin nos documentos bancários feita a pedido do TV em Análise Críticas. “É estarrecedor que este semi-Kardashian receba propina para eleger a Miss Universo de seu país e recuse dinheiro de mãos sujas da imprensa brasileira [ANJ, Millenium, Globo, Band] para eleger uma sul-americana como Miss Universo que não seja a venezuelana [Irene Esser, terceira colocada]”, disse, enojado, o Saul Berenstein da trama da Showtime.
Se comprovada a denúncia, a D&D pode ser descredenciada pela Miss Universe Organization de representar o Miss USA em Rhode Island e em mais quatro Estados – Delaware, Illinois, Maryland e Nova Jérsei – e suas diretoras Cynthia Provost, Michelle Zoglio, Elaine Paolo e Theresa Campbell poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha e poderão pegar até 15 anos de cadeia ou pagarem multas a serem fixadas pelo Tribunal de Justiça de Rhode Island. Diretores do Instituto Millenium, da Globo, da Band, do PSDB, do DEM e do PPS (que operaram o esquema para favorecer Markus) também devem ser processados.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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